Can you dig it?
Segunda-feira. Após encarar um trânsito infernal você só consegue chegar em casa às 23h30. Seu seriado preferido, que começou às 21h, acabou faz tempo, assim como aquele pudim de leite condensado deixado na geladeira pela manhã, antes de sair para o trabalho. Seu cachorro fugiu e rolou na lama após tomar banho, seu projeto foi recusado, seu carro quebrou e seu computador, assim do nada, deu “tilt” e não quer funcionar nem com reza brava. Detalhe: o chefe enviou um e-mail urgente que “teria” (deixemos bem claro: TERIA) que ser respondido o mais rápido possível.
Antes de imitar o Michael Douglas e reviver, literalmente, o filme “Um dia de fúria”, que tal ligar seu Playstation 2 e jogar The Warriors? O game, baseado no longa “Os Selvagens da Noite”, recria a Nova York da década de 70 e, na minha opinião, pode ser classificado oficialmente como o jogo das segundas-feiras.
O título da RockStar é perfeito para quem gosta de uma boa…briga. Com golpes incríveis, realistas e perfeitos, The Warriors chegou como uma alternativa àqueles que gostam de cenários livres, mas não abrem mão de socos, pontapés e safanões.
Classificado por alguns sites especializados como um jogo do gênero “beat’em-up” (pancadaria), o remake pode ser utilizado como uma ótima válvula de escape em casos extremos, quando a lei de Murphy resolve conspirar contra você. Eu juro que funciona!
Os gráficos são legais e lembram muito o filme, assim como todos os cenários que envolvem a história. Os personagens são cativantes e os diálogos engraçadíssimos. É curioso ver como os “manos” da década de 70 se comportavam.
E a adaptação é tão fiel que quando fui assistir “Selvagens da Noite” achei que tivesse colocado o DVD errado no console. A introdução é, simplesmente, perfeita!
Preciso dizer – e ressaltar – que a RockStar foi bem feliz ao escolher “The Warriors” para o seu remake. Depois de assistir ao filme (a edição recente, totalmente remasterizada), ficou claro que seria um desperdício não aproveitar o excelente enredo para um game, no qual interação é o que conta.
Pode-se dizer que o tempo de adaptação aos comandos do controle é razoável, assim como sua jogabilidade. Algumas vezes, durante as brigas de rua, quando toda a gangue está envolvida, a visão fica um pouco prejudicada, já que o game não utiliza aquela “façanha” de deixar os personagens e cenários transparentes quando o protagonista (quem você controla) está atrás de um coadjuvante (quem coopera).
O mapa, diferente de outros jogos, é de fácil interpretação e muito bem localizado na tela. Os golpes podem ser incrementados por combos, alguns ensinados logo no inicio, ainda no tutorial.
Enfim, ficou nervoso, com raiva, furioso ou P%#@ da vida? Jogue The Warriors e quebre tudo. Quebre tudo “virtualmente”, é bom deixar claro!

The Lizzies – gangue feminina de The Warriors
que bota muito machão para correr

