Video Games Live
Não é incrível? Justo quando me preparava para escrever um post legal sobre o Video Games Live (aqui já tem um), eis que recebo por MSN o link de uma matéria acerca do evento publicada no portal Yahoo.
A cobertura dos dois shows, no Rio de Janeiro e São Paulo, feita por uma repórter cujo nome não sei se representa a identidade real da jornalista – a indignação era tanta que, alguns segundos após ler a matéria, jurava se tratar de um material fake -, é de causar estranhamento até aos que não possuem a menor intimidade com o assunto.
Camelia Sinensis, do Magnet, site que produz conteúdo para os portais Terra e Yahoo, tratou o evento de uma maneira totalmente parcial e preconceitusa, fatores repugnantes a qualquer aspirante a jornalista.
Embora respeite a opinião das pessoas cuja crítica do show não foi positiva, tratar qualquer espetáculo com termos pejorativos é lamentável e desrespeitoso. Criar estereótipos para o público
que compareceu é ainda pior.
Minha posição seria totalmente contrária caso o texto tivesse sido publicado em um blog, entretanto julgo arbitrária a decisão de um canal de notícias se permitir tal deslize.
A primeira impressão que tive ao ler a matéria foi a de que a pessoa responsável pela cobertura simplesmente vive em outro mundo, que não o dos jogos eletrônicos. Infelizmente, mais uma vez, confirmei o que muitos há anos repetem: “Os games ainda não são levados a sério no Brasil”. E, lamentavelmente, isso começa pela imprensa, da qual também faço parte.
“Ponto negativo para o público. Aquele blá blá blá que o brasileiro é um povo caloroso não cola. Talvez Tallarico tenha achado engraçado, mas eu odiei. Encarar os jogos com fanatismo seria uma boa explicação para os uivos e gritos no começo de toda música. A ejaculação precoce poderia explicar as palmas antes mesmo do término da maioria delas, mas a verdade é que o brasileiro precisa aprender a se comportar.
Do meu lado, um japonês com cara de Fifa Soccer chegou a chorar em uma das músicas. O ápice do nerdialismo foi na música do WOW, quase um orgasmo coletivo. Fiquei com medo de todo mundo tirar a roupa e começar uma orgia. Por sorte, nerd que é nerd toma banho de cueca, não ficam pelados em público. Mas gritam Kingdom Hearts em coro. E batem palmas acompanhando a música, o que me irritou profundamente.” – Trecho da matéria Video Games Live, publicada na terça-feira, dia 21/11, às 17h56



