Acontece em Malmö, na Suécia, nos dias 15 e 16 de maio, uma mesa-redonda cujo objetivo será discutir o futuro do jornalismo de games na Europa e no mundo. Interessante, não? Eu achei!
O release, publicado hoje no Games Press, chamou minha atenção principalmente pelo título bastante direto: “A morte do jornalismo de games?”. Claro que não é a primeira vez que esse assunto vira pauta de um painel. A credibilidade dos profissionais que trabalham nesse meio já é colocada à prova há muitos anos.
O argumento é sempre o mesmo e gira em torno das relações perigosas que permeiam os veículos de mídia e as estranhas “parcerias” entre imprensa e publishers. Isso é fato, ponto. Mas até onde toda essa história ilustra a realidade? Não será apenas intriga da oposição ou especulação pura e barata?
Eu respondo: “É um pouco de tudo!”.
Infelizmente já soube de histórias macabras onde um review foi “editado” sob argumentos nada convincentes. Mas “pera lá”, esses casos isolados não podem colocar na fogueira todos os demais profissionais que perdem horas de sono jogando um game – por que, sim, a maioria dos jornalistas JOGA antes de escrever -, não é verdade?
Eu, pessoalmente, nunca tive problemas do tipo. Mesmo com os estreitos contatos com publishers aqui instaladas – isso é muito comum aqui no Brasil e, imagino, fora também – nunca sofri nenhuma represália por criticar negativamente um título.
Claro que essa discussão é comum também em outras áreas do jornalismo como música, por exemplo. Quem aqui se lembra do caso Maria Rita?
Apesar de toda essa ladainha acerca da ética do jornalismo mundo afora, prefiro acreditar na integridade de alguns “colegas”, não é mesmo?
Veja o que pensam alguns DELES:
Game Girl: Você acha que o jornalismo de games está morrendo e caindo nas graças das publishers?
Eduardo Trivella – Editor da Revista Dicas e Truques Playstation
“Acho que não. Toda hora tem gente nova entrando nesse ramo”
Fábio Bracht – Colaborador da Revista EGM Brasil
“Não se eu puder evitar”
Claudio Batz – Editor do site Games Brasil
“Absolutamente não! Embora existam, sim, alguns veículos em que fica muito evidente a falta de uma abordagem mais profissional, esbarrando até em questões éticas na divulgação das novidades e releases, acho que ainda existe muita coisa boa e interessante no jornalismo de games (tanto no Brasil como lá fora), que não divulga qualquer coisa que recebe e sabe impor a sua opinião não importando quem seja ou o tamanho da publisher”
Renato Bueno – Editor da Revista EGM PC
“Morre não. Mas cai nas graças, em alguns casos, ou no esquecimento, em outros. O que nunca é bom. Indústria imatura? Jornalismo juvenil? O problema é que nos pautamos por “falar bem” ou “falar mal”, como se fosse impossível ir além.”
Pablo Miyazawa – Editor da Revista Rolling Stone e do blog Gamer.br
“De jeito nenhum. Na verdade, é o contrário. Acredito que o jornalismo de games, pelo menos no Brasil, é cada vez menos reféns das publishers. Aliás, publishers no Brasil? Elas dificilmente interferem em nosso trabalho, visto que a presença delas é pequena para ser considerada relevante. Lá fora isso pode até acontecer, mas aqui, não vejo muita gente de rabo preso, preocupada em não desagradar as empresas. A não ser em se tratando de revistas oficiais, mas aí a coisa muda de figura. Fora desse aspecto, nosso jornalismo de games é independente, até demais da conta. Falta união a essa classe”
Onde impera o bom jornalismo de games, uhu!
Jornalismo de Games
Jogatina
Game Repórter
GameBlog
Gamer.br
Hadouken
Antes que atirem pedras, adianto: “Existem outros sites e blogs muito legais, mas por razões óbvias (hoje é sexta-feira) acabei não lembrando de todos” ;p
PS. Só para constar: “É claro que a The Escapist já abordou o assunto“.