
A última semana foi caótica. O Campus Party mudou a rotina de todo mundo e, certamente, deixou um ar de nostalgia na Bienal do Ibirapuera. Infelizmente não consegui passar a semana inteira por lá; acabei visitando o evento somente na sexta, sábado e domingo.
A área dos games foi a que mais chamou a atenção do público depois do espaço dedicado ao software livre. E, claro, o que não faltaram foram manifestação acerca do caso “Counter-Strike”. O jogo foi retirado da programação oficial do evento em virtude da decisão judicial que proibiu sua venda no Brasil há pouco mais de um mês.
Por todo o pavilhão era possível deparar-se com cartazes e adesivos que pediam pela liberação do game nas dependências. A galera carregava sem censura os dizeres e circulava pelas bancadas onde, evidentemente, havia pessoas jogando o… “Counter-Strike”. Eu achei ótimo!

Era divertido acompanhar algumas partidas. Os meninos tinham gritos de guerra e quebravam o raro silêncio que tomava conta do local à noite. Eu realmente queria saber como era o clima durante as madrugadas por lá.
Assisti algumas palestras, trabalhei bastante, tirei muitas fotos e encontrei amigos. Fiquei por dentro dos “babados” e descobri que até contrabando de “vódega” aconteceu durante o Campus Party. Coisa de louco!

O mais bacana do evento, em minha opinião, foi a miscigenação de tribos. Andando pelos corredores da festa – por que o clima era de festa mesmo – pude esbarrar em nerds clássicos (aqueles que usam a calça na cintura), nerds “metaleiros” (aqueles que usam cabelos compridos e roupas pretas), nerds wannabe cool (aqueles que fingem ser indie e, algumas vezes, até são mesmo), nerds executivos (aqueles que combinam o cinto caramelo com o sapato caramelo), nerds emos (aqueles que se entregaram de corpo e alma ao movimento “free hugs”) e algumas outras subcategorias que merecem menos atenção. Achei TUDO!
Ano que vem tem mais e isso já é certo. Se estarei lá? Com certeza!
Quem mais deu uma passadinha na meca geek no último final de semana?