Game de estratégia coloca jogador no papel de um favelado carioca

Postado por: Renata Honorato | 02:33 8 de junho de 2010

O estúdio Farbflut Entertainment, localizado em Hamburgo, na Alemanha, buscou no Brasil outra referência, que não futebol e carnaval, para criar o seu game online. Batizado de Favelado Game, o jogo, que já possui oito versões (Brasil, Espanha, Alemanha, Grã-Bretanha, Estados Unidos, França, Polônia e Turquia), é inspirado na cidade do Rio de Janeiro e coloca o internauta no papel de um malandro carioca, que precisa se virar para fazer uma grana.

Não é preciso instalar o jogo, já que se trata de um game de estratégia, nos moldes de um Tíbia*, por exemplo, que roda em um navegador. Basta criar um perfil – avatar – e começar a cumprir tarefas. É possível adiantar o processo, caso seja essa a intenção. Vale ressaltar, entretanto, que para conseguir pular fases o jogador terá de comprar pacotes em dinheiro de verdade, que variam de quatro reais e 50 centavos a 46 reais.

No jogo a moeda local é a tampinha. É por meio dela que você compra itens e animais de estimação (no início, as opções disponíveis são barata e peixinho dourado). É possível ainda treinar seu pet, catar mais latinhas e até cometer um crime.

Segundo a própria assessoria de imprensa do estúdio alemão, o game causou polêmica por abordar um problema bastante grave no Brasil. Embora o título siga estereótipos e até se comporte como um jogo politicamente incorreto, a empresa assegura que um de seus objetivos é conscientizar a população acerca das diferenças sociais presentes no país.

Apesar das críticas, Marius Follert e Niels Wildung, as mentes por trás do título, defendem a ideia de que, ao contrário do que possa parecer, a empresa não quer faturar com base em um problema social. A exemplo do que já ocorre na Alemanha, onde a companhia possui uma parceria com a Betterplace.org, a Farbflut pretende se aproximar também de organizações brasileiras no intuito de “apoiar efetivamente os habitantes da favela, em forma de doações a instituições ligadas a esse grupo de pessoas”.

Segundo o estúdio, o site Favelado Game já foi acessado por mais de 500.000 brasileiros. Ainda de acordo com a companhia, cerca de 20.000 novos visitantes entram na página do título diariamente.

Além do fórum do próprio jogo, o usuário pode interagir com outros players por meio de uma função que integra o game ao Orkut.

*Tíbia é um MMORPG ;p

Quando Cuba lança um game

Postado por: Renata Honorato | 02:05 4 de maio de 2010

Segundo o jornal Juventud Rebelde, de Cuba, um game para PC tridimensional (3D) foi desenvolvido no país no intuito de “conscientizar” os jovens cubanos sobre o “perigo” da influência estrangeira. O software é obra do programador Enrique Rodríguez, que reproduziu em seu jogo a realidade da vida na Cuba. O ambiente conta com cartazes de Fidel Castro e de Che Guevara e traz à tona aspectos rotineiros do país.

Apesar do difícil acesso à internet em Cuba, afirma o jornal, os jovens do país são cada vez mais influenciados pela cultura do exterior. O jogo, ressalta a equipe envolvida no projeto, permitirá que os interessados em games interajam mais com a cultura local.

O que eu acho? Uma grande bobagem. Ao invés de utilizar os games para a convergência de conteúdo, Cuba continua achando interessante apostar na plataforma para, ao contrário do que se prega em qualquer parte do mundo, limitar o acesso à informação.

E você?

O impacto dos games no sono

Postado por: Renata Honorato | 12:33 21 de abril de 2010

Um novo estudo sugere que jogar videogame antes de dormir pode comprometer o sono de jovens adolescentes do sexo masculino.

Jogar um game violento, na linha de Postal 2 (okay, eu peguei pesado), pode levar uma pessoa a gastar mais tempo para adormecer do que aqueles que optam por assistir documentários sobre a natureza do Discovery antes de ir para a cama.

A pesquisa, publicada no periódico The Journal of Clinical Sleep Medicine, comparou os efeitos “colaterais” causados por Call of Duty 4 e pelo documentário Marcha dos Pinguins.

Segundo a BBC, há poucos estudos científicos sobre os efeitos dos videogames no sono. A última pesquisa, no entanto, revela que jogar à noite pode ter um impacto negativo no descanso, já que a estimulação mantém o cérebro em vigília, mesmo depois de a jogatina ter acabado.

Para testar a teoria, pesquisadores da Universidade de Flinders, em Adelaide, na Austrália, recrutaram 13 garotos entre 14 e 18 anos. A conclusão do monitoramento mostrou que os jogadores levaram 7 minutos e meio para adormecer, enquanto os espectadores de Marcha dos Pinguins dormiram em apenas 3 minutos e meio.

Okay. Agora alguém me diz qual é a novidade?

Crédito//Imagem: Flickr Subspace

A explosão dos games sociais

Postado por: Renata Honorato | 00:03 26 de março de 2010

Sarah Lacy

Certamente você já jogou ou ao menos ouviu falar no FarmVille, o tal jogo da “fazendinha” que enche de updates o nosso Facebook. Ele é aparentemente despretensioso, entretanto essa sua simplicidade já atraiu a atenção de, pelo menos, 80 milhões de usuários. Nada mal se pensarmos que a rede, a mais popular do momento, possui uma base de 400 milhões.

Mas que diabos têm esse jogo que faz com que milhares de pessoas em todo o mundo cultivem morangos e cerejeiras virtuais e as compartilhem com outras milhares de pessoas, muitas vez nem um pouco interessadas em frutas e agricultura? Certamente esse segredo a Zynga, desenvolvedora do FarmVille, guarda a sete chaves.

Quando joguei pela primeira vez a “fazendinha”, como o game é chamado por aí, todas as minhas amigas (repito: TODAS), mesmo aquelas que nunca mostraram o mínimo interesse em qualquer tipo de jogo, já tinham plantações completas e já compartilhavam entre si pimentas – o que descobri, mais tarde, se tratar do melhor custo-benefício – e alcachofras. Entrei no FarmVille porque meu chefe, um outro viciado no jogo – ele e outros executivos da empresa chegaram a montar uma tabela com os vegetais que mais davam lucro em um menor período de tempo – pediu uma matéria sobre o game. Como era impossível escrever sem antes “brincar”, fui, literalmente, obrigada a fazer parte da comunidade.

Não me empolguei e também não achei tão divertido, entretanto uma coisa era incontestável: o jogo estava chegando onde outros games não conseguiram chegar. Não precisou muito para que uma série de artigos sobre o FarmVille surgissem por aí. Era gente defendendo. Era gente metendo o pau. Eu procurava ficar encima do muro. O assunto “jogos sociais” invadiu a academia e já era possível encontrar intelectuais de renomadas universidades questionando o papel do título da Zynga na sociedade. Coisa de louco.

Os “Ville” tomaram conta do Facebook. Como que em um passe de mágica, apareceram o FishVille, o PetVille, o YoVille e por aí vai.

Segundo uma reportagem da BBC, 3/4 dos 400 milhões de usuários da rede, cria do precoce Mark Zuckerberg, jogam games sociais. De olho nessa base, muitos desenvolvedores se empolgaram para criar um jogo capaz de tornar ainda mais popular o termo “game social”.

Durante a GDC deste ano, por exemplo, muitos profissionais incitaram jovens designers a criarem um título icônico, a exemplo do que já aconteceu com outras plataformas. A ideia, reforçaram os especialistas, é desenvolver para o Facebook franquias de peso como Mario, Sonic ou Halo.

O desafio é grande, mas a indústria parece empolgada, pelo menos enquanto a moda não passar.

Há algumas semanas, encontrei a jornalista Sarah Lacy aqui no Brasil. Uma das colaboradoras do TechCruch, a americana, que cobre empresas start-up no Vale do Silício há 10 anos, falou sobre suas expectativas para o futuro dos games sociais e afirmou não acreditar em uma vida muito longa para o gênero. Fiquei perplexa com a declaração de Lacy, que na minha cabeça era uma entusiasta do segmento, bem como outros jornalistas acostumados a escrever sobre redes sociais e coisas do tipo.

Pensei sobre o que ela falou e questionei se os jogos sociais serão ou não apenas uma tendência passageira. É óbvio que não cheguei a uma conclusão muito clara, entretanto não se pode ignorar o fato de que milhões de pessoas neste mundo estão realmente se divertindo em suas fazendas virtuais, transformando o despretensioso FarmVille na porta de entrada para, quem sabe, o Mario ou o Halo do Facebook, como citou o tal especialista durante a GDC. Quem sabe!

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E mais um top 10 está no ar. Desta a vez “escolhemos” os jogos mais viciantes de todos os tempos. Só digo uma coisa: WoW está em 3º!

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E agora uma música inspirada no FarmVille para vocês se divertirem! Haha (rs)

Até o chão

Postado por: Renata Honorato | 11:50 15 de março de 2010

A Activision resolveu MESMO investir na divulgação de seu jogo, o True Crime, durante a Game Developers Conference, que terminou nesse sábado, em São Francisco.

Para colocar à prova a testosterona de todos os homens presentes durante a coletiva de imprensa do game, a produtora optou por apostar na ambientação e montou no W Hotel um “night club” nos mesmos moldes dos que são exibidos no jogo.

Parecido com os clubes encontrados em Hong Kong, a boate de mentirinha possuía dois pole dances, onde duas strippers faziam suas apresentações.

A equipe de Relações Públicas não se esqueceu de nada e até serviu bebidinhas de graça aos jornalistas presentes. Ben Kuchera, do Ars Technica, no entanto, não gostou da brincadeira e achou a estratégia da Activision um tanto quanto apelativa. Para ele, um homem “casado e puritano”, a empresa deveria ter se focado no produto, cujo objetivo do evento era divulgar.

Kuchera, ainda assim, continuou no local. A gota d’água foi quando uma garota, com pouca roupa, lhe abordou dizendo que o lugar escolhido por ele era o melhor, já que dali poderia ver bem os dois pole dances. A pergunta capciosa “qual deles você prefere?” tirou o editor do sério que, sem pensar duas vezes, deixou o hotel, mesmo achando o True Crime um jogo…bom.

Você acha que uma coletiva como essa é “aceitável” em eventos como a GDC? Em minha opinião, essa press teria feito muito mais sucesso durante a E3, um encontro onde, sim, o showbiz faz toda a diferença.

Crédito//Foto: Raymond Padilla

Eu falei: ELAS jogam!

Postado por: Renata Honorato | 23:20 18 de janeiro de 2010

Saiu nesta segunda-feira, 18, no blog do Link, uma notinha deveras interessante sobre o perfil gamer em tempos de mídias digitais e convergência. O infográfico, publicado no site Online Education, traz uma série de dados importantes que apontam um significante crescimento do público feminino em um mercado até então dominado pelos homens.

Videogame Statistics
Source: Online Education

Crédito//Foto: Flickr icedsoul photography .:teymur madjderey

Geek utiliza jogo do Mario para pedir namorada em casamento

Postado por: Renata Honorato | 12:10 22 de outubro de 2009

mario

Saiu no Telegraph e a gente também solta aqui…

Um nova-iorquino, fã da série Mario, utilizou o jogo de plataforma para pedir a sua namorada, com que está há 5 anos, em casamento. Ele utilizou um programa chamado Lunar Magic para configurar o pedido em uma das fases do game, fazendo com que os anéis, que dão pontos aos jogadores, formassem a frase “Lisa Will You Marry Me?”

A cena foi devidamente registrada em vídeo e, claro, publicada no YouTube.

Se ela aceitou? É claro que sim!

Obviamente essa não foi a primeira – e nem será a última – declaração de amor “in game”. No ano passado um rapaz apaixonado também pediu a sua namorada em casamento por meio de um jogo: o “Bejeweled”. E se você acha que tudo isso é pouco, saiba que um funcionário do Google utilizou o serviço Street View para jurar amor eterno à sua querida Leslie. Sucesso!

Via Telegraph