‘Dead Island’ já causa polêmica

Postado por: | 12:56 17 de fevereiro de 2011

A polonesa Techland divulgou nesta semana o trailer de Dead Island, um FPS de terror em desenvolvimento desde 2007.

A qualidade do vídeo é indiscutível e sua capacidade de comoção é absurdamente impressionante. Bem como lembrou o Games Blog, do The Guardian, o trailer do jogo, nada linear, lembra um clipe da música The Scientist, do Coldplay, onde todas as ações acontecem de trás para frente.

A polêmica, no entanto, fica por conta do enredo do trailer. No recorte em questão, os produtores destacaram uma família, cuja filha, uma criança, é atacada por um zumbi. Ela é jogada pela janela pelo pai depois de virar um “mini-monstro” e tentar mordê-lo. Nada estranho para um jogo…de zumbis.

O que especialistas em games têm questionado em espaços dedicados ao assunto, como o site britânico MCV, é até onde as campanhas de marketing podem ir, antes de tornarem-se antiéticas. O uso da imagem de uma criança sendo morta, aponta Ben Parfitt em seu artigo, é exagerado e mostra o quão a indústria de jogos, bem como outros setores, precisa de uma regulamentação.

Para Keith Stuart, colunista do The Guardian, toda essa controvérsia é normal e até um tanto quanto esperada. A figura do zumbi, relembra Stuart em uma entrevista com o co-produtor de Resident Evil 5, Masachika Kawata, é a imagem de um morto-vivo que, mesmo inconscientemente, lembra um humano. É por essa razão que as polêmicas em torno de jogos do gênero são recorrentes.

Em 2009, quando Resident Evil 5 foi lançado, um trailer que mostrava um zumbi negro – o jogo acontece na África – atacando um personagem branco foi considerado racista pela crítica. Uma grande bobagem, é claro.

O que não se pode ignorar é a qualidade da produção do vídeo de divulgação de Dead Island, que chega às lojas ainda neste ano. O game sairá nas versões para PC, PS3 e Xbox 360.

Assista ao trailer a seguir e deixe a sua opinião:

Games: previsões para 2011

Postado por: | 17:07 8 de janeiro de 2011

A matéria a seguir foi publicada originalmente na VEJA, mas a reproduzo aqui para quem não teve a oportunidade de conferi-la por lá. Espero que gostem! :)

O mercado global de games testemunhará, em 2011, dois acontecimentos que deverão transformá-lo de maneira profunda: a entrada da Apple no setor e a presença do Google no bilionário negócio dos jogos sociais.

Em 2010, a Apple voltou os seus radares para os games. Em seus encontros com a imprensa, Steve Jobs fez questão de mencionar o tema. O Game Center, serviço dedicado a usuários de iPad, iPhone e iPod Touch entrou em funcionamento. Mas isso é pouco em relação ao que está por vir, segundo consultores do mundo da tecnologia: o lançamento de um console Apple (com tudo que isso significa em termos de design e funcionalidade) para competir com PlayStation 3, Xbox 360 e Wii.

Sinais semelhantes de interesse pelos games eram emitidos pelo Google em 2010. O gigante da internet investiu 200 milhões de dólares na Zynga, empresa que transformou FarmVille e CityVille em fenômenos no Facebook. Mas fez mais que isso: comprou a Labpixies, a Slide e a SocialDeck, todas companhias do ramo de jogos sociais.

Confira, a seguir, o que deve virar notícia nos próximos meses:

- A Apple e os games

Em setembro de 2010, a Apple provou o quão importante são os games para o seu negócio. A companhia de Steve Jobs anunciou o serviço Game Center, que permite aos usuários do sistema operacional iOS 4.1 (iPod Touch e iPhone) e iOS 4.2 (iPad) disputar partidas com jogadores de todo mundo. Uma pesquisa realizada pela empresa de consultoria Newzoo, em setembro, ilustra a resposta dos consumidores aos investimentos que a Apple tem feito no setor. Segundo o levantamento, 40 milhões de pessoas utilizam o iPod Touch, o iPhone ou o iPad para jogar, enquanto apenas 18 milhões utilizam o PSP (portátil da Sony) para o mesmo fim. Rumores apontam que a companhia está prestes a dar um passo ainda maior ao lançar, em 2011, um novo console.

- Jogos sociais

O mar está para peixe no mundo dos jogos sociais. Depois de um ano bom para os negócios, a expectativa é de que as companhias de sucesso, como Zynga e Crowdstar, sejam adquiridas por empresas maiores, o que lhes garantiria fôlego financeiro para continuar desenvolvendo títulos de sucesso como FarmVille. A boa fase também é testemunhada por companhias brasileiras, como a Vostu, dona dos jogos Mini Fazenda, Café Mania, Pet Mania, Vostu Poker, Rede do Crime e Joga Craque, todos populares no Orkut, a maior rede social do país. Em novembro, a empresa, que possui escritórios em Nova York, Buenos Aires e São Paulo, recebeu 46 milhões de dólares de investimento e passou a valer 300 milhões de dólares. Os frutos dessas consolidações serão colhidos em 2011.

- Pirataria nos games

A pirataria é um dos mais sérios empecilhos para a indústria de games, principalmente em mercados em desenvolvimento. Para enfrentar o problema, as empresas têm direcionado seus esforços a estratégias de lançamento on-line, onde há uma significativa redução de custos – graças à extinção da embalagem e ao fim das dificuldades de distribuição – e onde sistemas de autenticação impedem que usuários explorem todas as fases de um jogo, caso sua cópia não seja legal. Para fidelizar esses jogadores, a tendência é que as empresas de software (games) apostem em periódicas atualizações, como o lançamento de capítulos inéditos e novos recursos. Aliada aos avanços das redes virtuais, como Xbox Live e PlayStation Network, a ‘nuvem’ será a nova prateleira e os games ganharão atenção especial de gigantes da tecnologia, como Apple e Google. Uma recente previsão da publicação americana Forbes confirma tal hipótese. Segundo a revista, até 2020 os discos físicos tendem a desaparecer das lojas, dando espaço aos downloads sob demanda.

- A volta por cima da Nintendo

A japonesa Nintendo é uma das empresas mais tradicionais do setor e perdeu espaço, em 2010, para Microsoft e Sony, suas principais concorrentes. Os sensores Kinect e Move conquistaram novos adeptos, ofuscaram o sucesso do console Wii e forçam a companhia a dar a volta por cima em 2011. O primeiro passo na retomada do mercado será dado no primeiro semestre, quando a companhia lançará o portátil Nintendo 3DS, o primeiro videogame 3D que dispensa o uso de óculos. A adequação ao cenário atual, no entanto, só acontecerá em sua plenitude no final de 2011, quando a Nintendo lançará uma nova e mais poderosa versão do Wii, hipoteticamente chamada de Wii HD ou Wii 2.

Crédito/Foto: Reprodução

‘Super Mario Bros.’: 1/4 de século

Postado por: | 13:05 7 de setembro de 2010

Super Mario Bros. ganha selo em comemoração aos 25 anos da franquia. A divulgação da arte aconteceu nesta terça-feira e foi realizada oficialmente pela Nintendo.

(Imagem: Divulgação)

Via G1

Nintendo e Sony: unidas pela música

Postado por: | 12:58 2 de setembro de 2010

Muitas bandas devem parte de seu sucesso aos jogos. É o caso , por exemplo, do grupo britânico Friendly Fires. A música On Board, do álbum Friendly Fires, lançado em 2008, foi trilha sonora de um comercial para televisão do jogo Wii Fit e ganhou popularidade entre os gamers graças a campanha da Nintendo.

O Friendly Fires nasceu na Inglaterra e seu trabalho tem uma forte influência disco.

A música On Board também foi marca registrada de um outro vídeo de divulgação de um game: o Gran Turismo 5 Prologue. Posso estar enganada, mas a tal coincidência não deve ter deixado o pessoal da Sony Computer Entertainment Inc. muito feliz. Enfim, eles que são japoneses que se entendam. E depois águas passadas não movem moinhos, não é mesmo?

‘Scott Pilgrim vs. the World’: bonitinho, mas ordinário

Postado por: | 02:45 1 de setembro de 2010

Scott Pilgrim vs. the World só chega aos cinemas brasileiros em outubro, mas o game já está disponível para PlayStation 3 e para Xbox 360. O trailer traz fortes referências ao estilo 8-Bit, uma característica fundamental àqueles que lembram do passado com certa nostalgia.

O game é uma adaptação retrô do universo de Scott Pilgrim, um garoto que precisa enfrentar inimigos para conquistar uma mocinha. A narrativa não é inovadora, principalmente se levarmos em conta enredos de jogos como Mario Bros. e Prince of Persia, onde o principal objetivo é “salvar” a princesa de terríveis inimigos – não que eu ache o Bowser Koopa um mostro tão mau assim. Vale ressaltar, no entanto, que a fórmula pode funcionar muito bem no cinema, onde a estratégia ainda não foi explorada com essa mesma estética.

As críticas não são das mais positivas, mas o game pode ser uma opção se o que jogador procura não é um modo cooperativo on-line. No jogo, ele precisa enfrentar sete ex-namorados de Ramona, a mocinha da história. O título, a exemplo do filme, é baseado no quadrinho de mesmo nome, assinado pelo cartunista canadense Bryan Lee O’Malley.

A arte retrô pixelada do jogo é de Paul Robertson e a trilha sonora é de Anamanaguchi, uma banda nova-iorquina de chiptune punk.

No final do ano passado, o filme dirigido por Edgard Wright foi exibido em Londres para um grupo seleto de cineastas. À época, Jason Reitman (Amor sem Escalas, Juno) considerou o longa o primeiro filme da “geração joystick”. Será?

O que os gamers têm a dizer sobre o Kinect

Postado por: | 00:56 27 de julho de 2010

Clique na imagem abaixo e assista a reportagem :)

Será o fim dos joysticks? Ainda não!

Postado por: | 12:27 21 de julho de 2010

Kinect (Foto: Divulgação)

Como adiantado pelo TheGameGirl há alguns dias, o Kinect foi disponibilizado para teste no Brasil. O sensor para Xbox 360, cujo preço foi anunciado nessa terça-feira, nos Estados Unidos, custará 150 dólares. A Microsoft Brasil não confirmou qual será o valor cobrado pelo acessório em território brasileiro, tão pouco chegou a anunciar quando o aparelho será lançado no mercado local. Vale a pena ressaltar, no entanto, que segundo Guilherme Camargo, gerente de Xbox 360 para Microsoft, o Kinect será encontrado nas lojas do país uma ou duas semanas após o seu lançamento mundial.

Sobre o sensor, o que tenho a dizer é que ele funciona. De verdade. Testei o jogo Deca Sports Freedom, da Hudson, e percebi que os comandos realmente respondem aos movimentos do corpo. Joguei duas modalidades: arco e flecha e patinação artística. A linha de aprendizado do game é curta, o que leva a crer que ele foi desenvolvido no objetivo de atender um público bastante abrangente e de todas as idades.

Para Dai Kudo, gerente de produtos da companhia nipo-americana, o mercado brasileiro é muito importante para a indústria de games global. O seu jogo, que ainda está na versão beta, deve ser melhorado a medida que a empresa tiver acesso ao feedback dos brasileiros que testaram o título durante o Festival do Japão.

O meu teste, em especial, ocorreu no escritório da editora JBC, um dia antes da abertura do evento. A análise geral é bastante positiva, já que o sensor funcionou bem ao longo de todo review. Vale lembrar, no entanto, que o aparelho teve de ser reiniciado algumas vezes, depois do jogo travar.

Não acho que o Kinect tenha a capacidade de colocar um fim definitivo aos joysticks. Pelo que percebi ao longo da jogatina, o sensor funciona muito bem para jogos casuais, mas não deve ter o mesmo desempenho para games complexos, cujos botões ainda são imprescindíveis.

Viral dá supostas pistas de PS4

Postado por: | 02:50 8 de junho de 2010

Não há qualquer indício de que a Sony pretenda lançar um novo console – no caso, o PlayStation 4 – em breve. No entanto, um viral que começou a circular no Japão e, evidentemente, chegou ao Ocidente, dá pistas de um novo videogame. O que vocês sugerem?

Via Escapist

Nos embalos de sábado à noite

Postado por: | 14:03 17 de maio de 2010

Conheci Just Dance, no sábado, durante um jantar em família. O jogo da Ubisoft, para o Wii, é um simulador de dança e o objetivo é seguir passos propostos pelo título, nos mesmos moldes de um espelho. Just Dance possui vários graus de dificuldade e as músicas são de estilos variados, com um forte apelo para os anos 80.

Lançado no final do ano passado, o game foi classificado como mediocre pelo Game Spot, um dos principais sites especializados do mundo. Os críticos reclamaram dos sensores de movimento, do visual (bem simples, é bem verdade) e também da dificuldade extrema de algumas danças. Outra coisa chata do jogo – e nisso eu concordo com os críticos – é a inexistência de um sistema de download para novas faixas. Certamente esse recurso aumentaria, consideravelmente, a vida útil do game.

O que vale ressaltar, no entanto, é que apesar da crítica negativa que o Just Dance recebeu, o jogo atende um de seus principais quesitos, que é divertir. Testei várias danças ao longo da madrugada de domingo e, além de perder várias calorias (alguns passos fazem você suar, literalmente, a camisa), ainda foi possível gargalhar com os amigos pagando mico.

Se eu recomendo Just Dance? Claro! Principalmente se a jogatina for regada a Apple Martini e compartilhada com um bom grupo de amigos ;p

Ficou curioso? Então dê uma olhadinha no trailer:

E um registro do momento para garantir que a escriba aqui mexeu o esqueleto com a ajuda do Wii!

Eu e minha cunhada tentando dançar 'Cotton Eyed Joe', do Rednex

E a guerra continua

Postado por: | 01:08 4 de maio de 2010

O Wii, console mais popular do mercado, com mais de 66 milhões de consoles vendidos, vai ganhar uma nova versão, na cor preta, na América – o que inclui o Brasil. O modelo não é exclusivo e já pode ser encontrado como “edição especial” na Europa e no Japão.

O videogame, que chega às lojas por US$ 199, traz o jogo Wii Sports Resort e – adivinhem – o Motion Plus, acessório que melhora a performance do controle sem fio, aumentando sua sensibilidade.

O pacote será lançado no próximo dia nove e tudo leva a crer que a estratégia da Nintendo é fazer com que o Wii permaneça liderando o ranking de videogames mais vendidos, pelo menos até a Sony lançar o PlayStation Move, para PS3, e a Microsoft lançar o revolucionário Project Natal, para o Xbox 360.

E quanto ao Wii HD, hein? Alguma novidade? É uma pena o Wii ser tão grande ao ponto de impedir que um engenheiro da Nintendo perca um protótipo qualquer em algum bar nas proximidades de Kyoto. Haha.

Crédito//Foto: Flickr idiosyncratic