Como adiantado pelo TheGameGirl há alguns dias, o Kinect foi disponibilizado para teste no Brasil. O sensor para Xbox 360, cujo preço foi anunciado nessa terça-feira, nos Estados Unidos, custará 150 dólares. A Microsoft Brasil não confirmou qual será o valor cobrado pelo acessório em território brasileiro, tão pouco chegou a anunciar quando o aparelho será lançado no mercado local. Vale a pena ressaltar, no entanto, que segundo Guilherme Camargo, gerente de Xbox 360 para Microsoft, o Kinect será encontrado nas lojas do país uma ou duas semanas após o seu lançamento mundial.
Sobre o sensor, o que tenho a dizer é que ele funciona. De verdade. Testei o jogo Deca Sports Freedom, da Hudson, e percebi que os comandos realmente respondem aos movimentos do corpo. Joguei duas modalidades: arco e flecha e patinação artística. A linha de aprendizado do game é curta, o que leva a crer que ele foi desenvolvido no objetivo de atender um público bastante abrangente e de todas as idades.
Para Dai Kudo, gerente de produtos da companhia nipo-americana, o mercado brasileiro é muito importante para a indústria de games global. O seu jogo, que ainda está na versão beta, deve ser melhorado a medida que a empresa tiver acesso ao feedback dos brasileiros que testaram o título durante o Festival do Japão.
O meu teste, em especial, ocorreu no escritório da editora JBC, um dia antes da abertura do evento. A análise geral é bastante positiva, já que o sensor funcionou bem ao longo de todo review. Vale lembrar, no entanto, que o aparelho teve de ser reiniciado algumas vezes, depois do jogo travar.
Não acho que o Kinect tenha a capacidade de colocar um fim definitivo aos joysticks. Pelo que percebi ao longo da jogatina, o sensor funciona muito bem para jogos casuais, mas não deve ter o mesmo desempenho para games complexos, cujos botões ainda são imprescindíveis.
Conheci Just Dance, no sábado, durante um jantar em família. O jogo da Ubisoft, para o Wii, é um simulador de dança e o objetivo é seguir passos propostos pelo título, nos mesmos moldes de um espelho. Just Dance possui vários graus de dificuldade e as músicas são de estilos variados, com um forte apelo para os anos 80.
Lançado no final do ano passado, o game foi classificado como mediocre pelo Game Spot, um dos principais sites especializados do mundo. Os críticos reclamaram dos sensores de movimento, do visual (bem simples, é bem verdade) e também da dificuldade extrema de algumas danças. Outra coisa chata do jogo – e nisso eu concordo com os críticos – é a inexistência de um sistema de download para novas faixas. Certamente esse recurso aumentaria, consideravelmente, a vida útil do game.
O que vale ressaltar, no entanto, é que apesar da crítica negativa que o Just Dance recebeu, o jogo atende um de seus principais quesitos, que é divertir. Testei várias danças ao longo da madrugada de domingo e, além de perder várias calorias (alguns passos fazem você suar, literalmente, a camisa), ainda foi possível gargalhar com os amigos pagando mico.
Se eu recomendo Just Dance? Claro! Principalmente se a jogatina for regada a Apple Martini e compartilhada com um bom grupo de amigos ;p
Ficou curioso? Então dê uma olhadinha no trailer:
E um registro do momento para garantir que a escriba aqui mexeu o esqueleto com a ajuda do Wii!
Eu e minha cunhada tentando dançar 'Cotton Eyed Joe', do Rednex
Vocês já conhecem o ItsTrending? O agregador, que começou a ser divulgado há alguns dias, reúne em uma mesma plataforma tudo o que é tendência no Facebook. A exemplo dos Trending Topics do Twitter, a ferramenta funciona como uma espécie de termômetro da rede, capaz de listar o que está sendo mais recomendado pelos usuários.
O conteúdo filtrado pelo ItsTrending é diverso e inclui vídeos, notícias, imagens, esportes, tecnologia, games, entretenimento e comédia. Na aba games, o usuário encontra colunas que listam jogos viciantes, melhores títulos em flash etc. Há ainda colunas de sites renomados, especialistas no assunto como Kotaku, IGN e Gamespot.
Quando logado, o usuário tem acesso às recomedações de seus amigos. Curioso? Acesse o ItsTrending para saber mais sobre o agregador.
PS. O blog VEJA 10+, do qual faço parte, ganhou o Prêmio Abril de Jornalismo. Orgulho!
Alguns jogos casuais são realmente incríveis. Esse é o caso, por exemplo, do Line Rider, um jogo em flash que, literalmente, brinca com a nossa criatividade.
“O jogo on-line Line Rider foi desenvolvido por Boštjan Cadež, um estudante universitário da Eslovênia, em 2006. Original, o game brinca com a criatividade do usuário, já que toda sua jogabilidade é baseada em traços desenhados pelo próprio jogador. O game ganhou tanta popularidade no Google que entusiastas aproveitaram a ferramenta para criar filmes, muitos disponibilizados no YouTube.”
Confira a lista que fiz para o blog 10+, da VEJA, e tente adivinhar de quem é o primeiro lugar ;p
Este vídeo foi publicado na Folha Online há alguns dias. Trata-se de um curta-metragem, dirigido por Patrick Jean, onde ícones dos games, como Pacman e Tetris, invadem a cidade de Nova York, nos Estados Unidos.
Pixels foi produzido pelo estúdio One More Production e mostra uma metrópole sendo, literalmente, “pixelizada”. A trilha sonora é baseada em sintetizadores e faz clara referência à geração 8-bit.
Patrick Jean é francês e não esconde suas origens ao se apropriar do conceito “pixels”. A exemplo do que ocorre na revista AMUSEMENT – também francesa-, ele leva para o universo pop tudo o que aprendeu com os games na década de 80.
O curta é fresquinho e foi produzido neste ano. Ele já foi visto mais de 2 milhões de vezes no Dailymotion, onde foi publicado pelo próprio diretor.
Outros clássicos como Space Invaders, Donkey Kong, Pong e Frogger aparecem no trabalho de Jean.
Este vídeo eu assisti há alguns dias no blog do Merigo, o Brainstorm #9. Não sei se realmente se trata de um projeto sério – se é que dá para desenvolver um projeto REALMENTE sério envolvendo o Pacman -, já que ele foi postado naquele tal dia, o 1º de abril. Bom, se é verdade ou não, o que vale aqui é a diversão. E isso o tal trailer proporciona. Enjoy it.
Sinopse – O farmacêutico Michael Pacman é obrigado a tomar seus próprios medicamentos no intuito de sobreviver em um sinistro labirinto. Que viagem!
Certamente você já jogou ou ao menos ouviu falar no FarmVille, o tal jogo da “fazendinha” que enche de updates o nosso Facebook. Ele é aparentemente despretensioso, entretanto essa sua simplicidade já atraiu a atenção de, pelo menos, 80 milhões de usuários. Nada mal se pensarmos que a rede, a mais popular do momento, possui uma base de 400 milhões.
Mas que diabos têm esse jogo que faz com que milhares de pessoas em todo o mundo cultivem morangos e cerejeiras virtuais e as compartilhem com outras milhares de pessoas, muitas vez nem um pouco interessadas em frutas e agricultura? Certamente esse segredo a Zynga, desenvolvedora do FarmVille, guarda a sete chaves.
Quando joguei pela primeira vez a “fazendinha”, como o game é chamado por aí, todas as minhas amigas (repito: TODAS), mesmo aquelas que nunca mostraram o mínimo interesse em qualquer tipo de jogo, já tinham plantações completas e já compartilhavam entre si pimentas – o que descobri, mais tarde, se tratar do melhor custo-benefício – e alcachofras. Entrei no FarmVille porque meu chefe, um outro viciado no jogo – ele e outros executivos da empresa chegaram a montar uma tabela com os vegetais que mais davam lucro em um menor período de tempo – pediu uma matéria sobre o game. Como era impossível escrever sem antes “brincar”, fui, literalmente, obrigada a fazer parte da comunidade.
Não me empolguei e também não achei tão divertido, entretanto uma coisa era incontestável: o jogo estava chegando onde outros games não conseguiram chegar. Não precisou muito para que uma série de artigos sobre o FarmVille surgissem por aí. Era gente defendendo. Era gente metendo o pau. Eu procurava ficar encima do muro. O assunto “jogos sociais” invadiu a academia e já era possível encontrar intelectuais de renomadas universidades questionando o papel do título da Zynga na sociedade. Coisa de louco.
Os “Ville” tomaram conta do Facebook. Como que em um passe de mágica, apareceram o FishVille, o PetVille, o YoVille e por aí vai.
Segundo uma reportagem da BBC, 3/4 dos 400 milhões de usuários da rede, cria do precoce Mark Zuckerberg, jogam games sociais. De olho nessa base, muitos desenvolvedores se empolgaram para criar um jogo capaz de tornar ainda mais popular o termo “game social”.
Durante a GDC deste ano, por exemplo, muitos profissionais incitaram jovens designers a criarem um título icônico, a exemplo do que já aconteceu com outras plataformas. A ideia, reforçaram os especialistas, é desenvolver para o Facebook franquias de peso como Mario, Sonic ou Halo.
O desafio é grande, mas a indústria parece empolgada, pelo menos enquanto a moda não passar.
Há algumas semanas, encontrei a jornalista Sarah Lacy aqui no Brasil. Uma das colaboradoras do TechCruch, a americana, que cobre empresas start-up no Vale do Silício há 10 anos, falou sobre suas expectativas para o futuro dos games sociais e afirmou não acreditar em uma vida muito longa para o gênero. Fiquei perplexa com a declaração de Lacy, que na minha cabeça era uma entusiasta do segmento, bem como outros jornalistas acostumados a escrever sobre redes sociais e coisas do tipo.
Pensei sobre o que ela falou e questionei se os jogos sociais serão ou não apenas uma tendência passageira. É óbvio que não cheguei a uma conclusão muito clara, entretanto não se pode ignorar o fato de que milhões de pessoas neste mundo estão realmente se divertindo em suas fazendas virtuais, transformando o despretensioso FarmVille na porta de entrada para, quem sabe, o Mario ou o Halo do Facebook, como citou o tal especialista durante a GDC. Quem sabe!
Um trailer de Power Gig: Rise of the Sixstring foi divulgado e, como achei o vídeo bem divertido, optei por publicá-lo aqui, como um mimo de quinta-feira.
Será que esse jogo vai deixar o Guitar Hero no chinelo?
A Activision resolveu MESMO investir na divulgação de seu jogo, o True Crime, durante a Game Developers Conference, que terminou nesse sábado, em São Francisco.
Para colocar à prova a testosterona de todos os homens presentes durante a coletiva de imprensa do game, a produtora optou por apostar na ambientação e montou no W Hotel um “night club” nos mesmos moldes dos que são exibidos no jogo.
Parecido com os clubes encontrados em Hong Kong, a boate de mentirinha possuía dois pole dances, onde duas strippers faziam suas apresentações.
A equipe de Relações Públicas não se esqueceu de nada e até serviu bebidinhas de graça aos jornalistas presentes. Ben Kuchera, do Ars Technica, no entanto, não gostou da brincadeira e achou a estratégia da Activision um tanto quanto apelativa. Para ele, um homem “casado e puritano”, a empresa deveria ter se focado no produto, cujo objetivo do evento era divulgar.
Kuchera, ainda assim, continuou no local. A gota d’água foi quando uma garota, com pouca roupa, lhe abordou dizendo que o lugar escolhido por ele era o melhor, já que dali poderia ver bem os dois pole dances. A pergunta capciosa “qual deles você prefere?” tirou o editor do sério que, sem pensar duas vezes, deixou o hotel, mesmo achando o True Crime um jogo…bom.
Você acha que uma coletiva como essa é “aceitável” em eventos como a GDC? Em minha opinião, essa press teria feito muito mais sucesso durante a E3, um encontro onde, sim, o showbiz faz toda a diferença.
Ontem, enquanto descobria o que acontecia no mundo, encontrei uma reportagem no Independent muito legal sobre um fotógrafo chamado Robbie Cooper. Ele tem desenvolvido um trabalho bastante interessante envolvendo alter egos encontrados em MMOs.
Cooper procura nos universos digitais diferentes personagens e, em seguida, fotografa as pessoas que estão por trás desses avatares. Sua ideia é fazer um comparativo entre a vida digital e a vida real.
Uma de suas fontes é um pai de família, executivo de uma empresa, que após se divorciar da mulher perdeu a maior parte do contato com seus filhos. Para resolver o problema, ele decidiu jogar “Everquest”. Todas as noites, disfarçado de algum personagem, ele colocava o papo em dia com as crianças e falava com eles sobre os deveres de casa, sobre a mãe etc.
“Eu fiquei fascinado com a ideia de que uma conversa banal, mas cheia de emoção, estava acontecendo em um mundo de fantasia virtual”, comentou Cooper sobre o seu “achado”.
E foi assim, encantado com a ideia de confrontar dois mundos, que o fotógrafo deu início ao seu projeto, em 2003. Ele buscou colaboradores em fóruns e registrou personagens em universos virtuais de diversos jogos, fazendo uma espécie de transposição. O resultado pode ser conferido em uma mostra realizada no National Media Museum, em Bradford, na Grã-Bretanha. Caso você esteja meio longe da Inglaterra, a dica é comprar o livro, que reúne um pouco de tudo o que Cooper encontrou na Coréia, China, França e Alemanha durante a execução do seu trabalho.
Caso não se lembre, foi esse nova-iorquino quem fez aquele vídeo, o Immersion, onde vários jovens aparecem fazendo caretas enquanto jogam algum game.