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E o tema desta semana é “As piores adaptações dos games para o cinema”. Espero que gostem!
E não estou falando do crescimento no número de jornalistas escrevendo sobre games, não. A nova tendência dá conta da utilização dos jogos para noticiar, dando ao leitor uma função ativa – e não passiva – na interpretação de uma reportagem.
Essa pode ser a melhor solução para o jornalismo online, que segue sem um formato ideal, copiando e colando – literalmente – o conceito do veículo impresso.
O “newsgame”, como o gênero está sendo batizado por aí, tem sido objeto de estudo por inúmeros comunicólogos no mundo, principalmente nos Estados Unidos.
Esse é o caso, por exemplo, de Nick Diakopoulos, um pesquisador da Georgia Tech Journalism and Games Project (Instituto Tecnológico da Geórgia) que tem acompanhado a evolução do “newsgame” e sua aceitação nas redações.
Algumas experiências parecem ter sido bem sucedidas. Esse foi o caso do jornal The New York Times que, em meados de 2005, publicou o “Class Matters”, uma espécie de protótipo de um “newsgame” que atraiu a atenção dos estudiosos.
Em termos práticos, o “newsgame” é para os games, o que o documentário é para o cinema. Uma linguagem similar, utilizada com o intuito de informar e não somente de entreter.
E os jogos podem muito bem, num futuro bem próximo, substituir os infográficos. Sua característica hipermidiática permite que o profissional de comunicação utilize várias linguagens ao seu favor, a fim de transmitir em sua totalidade o maior número possível de detalhes acerca de um fato específico.
Seria, então, a revolução do jornalismo online? Talvez!
Segundo Sergio Goldenberg, pesquisador do John S. and James L. Knight Foundation, as redações ainda não estão preparadas para tamanha mudança. O primeiro impeditivo, de acordo com Goldenberg, é a infra-estrutura. Sem uma célula específica para desenvolver essas hipermídias é impossível criar um produto que atenda às expectativas dos editores e, claro, do leitor. O estudioso ainda levanta outra discussão pertinente: é preciso que os profisisonais possuam habilidades específicas. Ele comentou, inclusive, sobre a criação de novos cargos como o Flash Jornalista, um cara que tenha expertise para programar em Flash, sem esquecer, evidentemente, o feeling jornalístico.
O conceito vanguardista pode não vingar, confesso, mas como profissional da área, atualmente estudando hipermídia, a ideia proposta pelo “newsgame” é bastante condizente às necessidades do jornalismo online, que enfrenta um momento delicado, onde grandes corporações, como é o caso do The New York Times, estão quebrando.
O site “Play the News” é um dos melhores cases na internet. Ele oferece muitas opções, separadas por editoria, de jogos online baseados em fatos reais. Desenvolvido pela empresa Impact Games, os títulos possuem contextos noticiosos. Um ótimo exemplo é o jogo que dá conta dos rumores do divórcio da Madonna, fato que estampou capas de jornais há alguns meses.
O jornalista Tiago Dória publicou em seu blog, no mês passado, um post sobre um “newsgame” brasileiro. Desenvolvido pela revista Super Interessante, o objetivo do jogo é mostrar aos leitores como as máfias estão se globalizando. E essa não foi a primeira vez que a revista fez uso do gênero; em outra ocasião a redação da Super Interessante apostou em um jogo online para explicar como a ciência ajuda a solucionar crimes. Isso que é se comportar como um trendsetter de respeito. Sucesso!
Como podem perceber, o assunto rende. Para quem quiser se aprofundar no conceito que, acreditem, é fascinante, vou deixar uma listinha de links legais. Espero que gostem.
- News Games
- Newsgaming.com
- Play The News
- Games and journalism: Now that journalism is in trouble, why not play with it?
- Desafio de Craques, um dos bons newsgames produzidos no Brasil
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A imagem, a propósito, é do Flickr Reintji, que traz uma visão bastante peculiar de joysticks, consoles etc. Adorei!
Uhu! Mais um Arena News saindo do forno. E desta vez com novidades acerca do “The Beatles: Rockband”. SUCESSO!
E o tema desta semana é “games que, de tão bonitos, não despertam a curiosidade de jogá-los”.
PS. E agora com um áudio decente ;p
Ah, sim, e a versão HD!
Ficou confuso? Bem, eu explico! “Burlesque”, ou “Burlesco” em português, é um gênero teatral que surgiu no século 19 em Nova Iorque, nos Estados Unidos 17 na Itália e França e, mais tarde, se popularizou nos Estados Unidos. Na época, moças bonitas, com pouca roupa – e menos vergonha ainda -, dançavam, cantavam, mostravam o “corpitcho” e, evidentemente, contavam piadas sujas.
Aposto como você ainda não conseguiu entender a relação do teatro burlesco com os games, né? Bem, é que no início do mês, em Los Angeles, aconteceu um evento bastante curioso apelidado de Video Game Girls Burlesque. A festa foi realizada em um lugar curioso chamado Bordello Bar.
A materialização do sonho nerd de qualquer gamer contou com a apresentação de garotas bonitonas fantasiadas de Princesa Peach, Princesa Zelda, Chun Li e BloodRayne. Um sucesso!
Gostou da ideia? Então confira a galeria completa no LA Weekly.
PS. Muito obrigada pela correção, Pattoli.
Você já tentou digitar o código da Konami em algum site qualquer para ver o que acontece? Nem eu!
Bom, o que rola é o seguinte: alguns programadores esconderam esse código em sites diversos, geralmente associado a alguma ação. Quem descobriu esse “achado” foi um cara que, assim, do nada, digitou o código enquanto acessava a página da ESPN. Depois de digitar o clássico cima, cima, baixo, baixo, esquerda, direita, esquerda, direita, B, A e enter, uma imagem para lá de psicodélica foi exibida sobre toda a home do site. Muito curioso!
Depois que a notícia invadiu a internet foi descoberto que outros sites também fazem essa brincadeira com o tal código; no Konami Codes Sites, por exemplo, todos esses endereços são listados. Até Facebook, Google Reader e Digg entraram na brincadeira. Vejam só:
Demais, né?
O rapper americano Eminem está aguçando a curiosidade alheia com o seu mais recente viral, cujo objetivo é divulgar seu novo álbum, o “Relapse”, que será lançado no próximo dia 19.
Depois de apostar no Twitter, o rapper agora decidiu chamar a atenção dos fãs por meio de um game online chamado “3 A.M.”. O jogo, que se passa na fictícia clínica de reabilitação Popsomp Hills, traz um cenário assustador e algumas charadas, todas relacionadas ao seu vídeo de nome homônimo, que virou hit na internet.
No jogo o rapper aparece como um delinquente, responsável por uma chacina sem precedentes. O Point and Click parece não estar completo, visto que uma das portas da sala de segurança encontra-se fechada (ao clicar sobre ela a mensagem de “sem acesso” é exibida; a reabertura, segundo o pop up, acontece no próximo dia 19 de maio, mesmo dia do lançamento do álbum).
Um corredor escuro dá acesso a um quarto. No cômodo, tomado por insetos, um homem nú (supostamente um avatar do Emimem) aparece sentado sobre a cama. O cenário é bastante familiar aos jogos de survival terror e, segundo as pistas, deve ter continuidade após a chegada do CD às lojas.
Eu não curto Eminem (se bem que o clipe de “We Made You” é bem divertido), mas achei a proposta do c%!@*)¨& ;p

Os Heroes estão contudo, né? Calma lá! Não estou falando da série, não. A nova onda do momento é o…DJ Hero! Isso aí, minha gente. Um simulador de DJ que permitirá a você, meu caro colega, discotecar por aí. Sucesso, né?
O anúcio foi feito, oficialmente, pela Activision. Gostei da carinha dele!
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Quem é quem?
Eu não sei vocês, mas eu costumo “curiar” a vida de quem também mantém blogs de games “around the world”. A última vítima foi a Aleks Krotoski, colaboradora do Games Blog, do Guardian. A moça, que segue em busca de seu PH.D em Psicologia Social, na Universidade de Surrey, no Reino Unido, escreve sobre entretenimento digital há 10 anos e, como todo bom entusiasta de novas mídias, encara os games com bastante otimismo. Bacana, né? Boa acadêmica, Aleks marca presença na rede por meio de blog, site pessoal, Flickr, Second Life, Twitter e Linkedin. Ufa!
O Webby Awards, que está em sua décima terceira edição, é a maior premiação da internet e, anualmente, elege os melhores sites da web, de acordo com a sua categoria.
Diferente do Brasil, onde muitas vezes os games são vistos como “entretenimento chulo”, em países como os Estados Unidos eles são realmente levados a sério e, evidentemente, têm espacinho cativo em premiações do gênero.
A categoria “Games” dá conta de sites de jogos e o grande vencedor foi o “Club Penguin“. A voz do povo foi contrária e apostou em “Mafia Wars“.
Já a categoria “Games-related”, cujo foco está em sites que falam sobre games como entretenimento eletrônico, elegeu a genial “e-revista” The Escapist como o melhor veículo do ano. Eu não tenho dúvidas. A voz do povo discordou e adiantou que o melhor site de 2008 foi o tradicional – e gigante – GameSpot. Foram nomeados ainda Destructoid, Major League Gaming e RockBand.com.
A votação dos melhores sites, separados por categoria, é feita pela The International Academy of Digital Arts and Sciences. Participam da premiação 550 membos, todos experts em internet.