A explosão dos games sociais

Postado por: Renata Honorato | 00:03 26 de março de 2010

Sarah Lacy

Certamente você já jogou ou ao menos ouviu falar no FarmVille, o tal jogo da “fazendinha” que enche de updates o nosso Facebook. Ele é aparentemente despretensioso, entretanto essa sua simplicidade já atraiu a atenção de, pelo menos, 80 milhões de usuários. Nada mal se pensarmos que a rede, a mais popular do momento, possui uma base de 400 milhões.

Mas que diabos têm esse jogo que faz com que milhares de pessoas em todo o mundo cultivem morangos e cerejeiras virtuais e as compartilhem com outras milhares de pessoas, muitas vez nem um pouco interessadas em frutas e agricultura? Certamente esse segredo a Zynga, desenvolvedora do FarmVille, guarda a sete chaves.

Quando joguei pela primeira vez a “fazendinha”, como o game é chamado por aí, todas as minhas amigas (repito: TODAS), mesmo aquelas que nunca mostraram o mínimo interesse em qualquer tipo de jogo, já tinham plantações completas e já compartilhavam entre si pimentas – o que descobri, mais tarde, se tratar do melhor custo-benefício – e alcachofras. Entrei no FarmVille porque meu chefe, um outro viciado no jogo – ele e outros executivos da empresa chegaram a montar uma tabela com os vegetais que mais davam lucro em um menor período de tempo – pediu uma matéria sobre o game. Como era impossível escrever sem antes “brincar”, fui, literalmente, obrigada a fazer parte da comunidade.

Não me empolguei e também não achei tão divertido, entretanto uma coisa era incontestável: o jogo estava chegando onde outros games não conseguiram chegar. Não precisou muito para que uma série de artigos sobre o FarmVille surgissem por aí. Era gente defendendo. Era gente metendo o pau. Eu procurava ficar encima do muro. O assunto “jogos sociais” invadiu a academia e já era possível encontrar intelectuais de renomadas universidades questionando o papel do título da Zynga na sociedade. Coisa de louco.

Os “Ville” tomaram conta do Facebook. Como que em um passe de mágica, apareceram o FishVille, o PetVille, o YoVille e por aí vai.

Segundo uma reportagem da BBC, 3/4 dos 400 milhões de usuários da rede, cria do precoce Mark Zuckerberg, jogam games sociais. De olho nessa base, muitos desenvolvedores se empolgaram para criar um jogo capaz de tornar ainda mais popular o termo “game social”.

Durante a GDC deste ano, por exemplo, muitos profissionais incitaram jovens designers a criarem um título icônico, a exemplo do que já aconteceu com outras plataformas. A ideia, reforçaram os especialistas, é desenvolver para o Facebook franquias de peso como Mario, Sonic ou Halo.

O desafio é grande, mas a indústria parece empolgada, pelo menos enquanto a moda não passar.

Há algumas semanas, encontrei a jornalista Sarah Lacy aqui no Brasil. Uma das colaboradoras do TechCruch, a americana, que cobre empresas start-up no Vale do Silício há 10 anos, falou sobre suas expectativas para o futuro dos games sociais e afirmou não acreditar em uma vida muito longa para o gênero. Fiquei perplexa com a declaração de Lacy, que na minha cabeça era uma entusiasta do segmento, bem como outros jornalistas acostumados a escrever sobre redes sociais e coisas do tipo.

Pensei sobre o que ela falou e questionei se os jogos sociais serão ou não apenas uma tendência passageira. É óbvio que não cheguei a uma conclusão muito clara, entretanto não se pode ignorar o fato de que milhões de pessoas neste mundo estão realmente se divertindo em suas fazendas virtuais, transformando o despretensioso FarmVille na porta de entrada para, quem sabe, o Mario ou o Halo do Facebook, como citou o tal especialista durante a GDC. Quem sabe!

**********
E mais um top 10 está no ar. Desta a vez “escolhemos” os jogos mais viciantes de todos os tempos. Só digo uma coisa: WoW está em 3º!

**********
E agora uma música inspirada no FarmVille para vocês se divertirem! Haha (rs)

O rock’n'roll de ‘Power Gig: Rise of the Sixstring’

Postado por: Renata Honorato | 12:40 18 de março de 2010

Um trailer de Power Gig: Rise of the Sixstring foi divulgado e, como achei o vídeo bem divertido, optei por publicá-lo aqui, como um mimo de quinta-feira.

Será que esse jogo vai deixar o Guitar Hero no chinelo?

O lado gamer do South by Southwest (SXSW)

Postado por: Renata Honorato | 11:48 17 de março de 2010

Um dos festivais mais bacanas do momento, o SXSW, que acontece até o dia 21, em Austin, no Texas (EUA), é conhecido por reunir um público muito legal, geralmente interessado em novas tecnologias, música e cinema.

Ele é separado em três grandes módulos – interação, filmes e música – e cada segmento é abordado com uma série de atividades, que vão de simpósios e conferências, a apresentações e campeonatos.

O módulo de interatividade inclui games e para explorar o assunto e repensar conceitos, a organização do SXSW promove uma espécie de torneio chamado ScreenBurn at SXSW Game Design Competition, onde designers têm a oportunidade de mostrar seus talentos, antes de se tornarem “famosos” (risos).

Este foi o segundo ano da competição e os vencedores das categorias Casual e AAA foram Lance Myers e Patrick Cunningham, por Escape From Planet Zero e Shadow Wars, respectivamente.  Mais informações aqui, oh.

**********
Enquanto dava uma olhada nos filmes inscritos para o SXSW Film Awards 2010 me deparei com o Life 2.0, um documentário sobre pessoas que, literalmente, vivem no Second Life e encontram no mundo virtual o que não podem achar na vida real. Fiquei curiosa. O trailer vocês assistem logo abaixo:

**********
E se vocês gostam de bandas, cuja influência permeia o universo dos games, que tal escutar The Darchives, com Monogamy Is a Type Of Wood, parte da coletânea Blalock’s Indie Rock Playlist March 2010?

E por hoje é só pessoal! Fui :)

Crédito//Foto: Flickr Pooneh Ghana

Até o chão

Postado por: Renata Honorato | 11:50 15 de março de 2010

A Activision resolveu MESMO investir na divulgação de seu jogo, o True Crime, durante a Game Developers Conference, que terminou nesse sábado, em São Francisco.

Para colocar à prova a testosterona de todos os homens presentes durante a coletiva de imprensa do game, a produtora optou por apostar na ambientação e montou no W Hotel um “night club” nos mesmos moldes dos que são exibidos no jogo.

Parecido com os clubes encontrados em Hong Kong, a boate de mentirinha possuía dois pole dances, onde duas strippers faziam suas apresentações.

A equipe de Relações Públicas não se esqueceu de nada e até serviu bebidinhas de graça aos jornalistas presentes. Ben Kuchera, do Ars Technica, no entanto, não gostou da brincadeira e achou a estratégia da Activision um tanto quanto apelativa. Para ele, um homem “casado e puritano”, a empresa deveria ter se focado no produto, cujo objetivo do evento era divulgar.

Kuchera, ainda assim, continuou no local. A gota d’água foi quando uma garota, com pouca roupa, lhe abordou dizendo que o lugar escolhido por ele era o melhor, já que dali poderia ver bem os dois pole dances. A pergunta capciosa “qual deles você prefere?” tirou o editor do sério que, sem pensar duas vezes, deixou o hotel, mesmo achando o True Crime um jogo…bom.

Você acha que uma coletiva como essa é “aceitável” em eventos como a GDC? Em minha opinião, essa press teria feito muito mais sucesso durante a E3, um encontro onde, sim, o showbiz faz toda a diferença.

Crédito//Foto: Raymond Padilla

Disfarces digitais

Postado por: Renata Honorato | 12:37 11 de março de 2010

Ontem, enquanto descobria o que acontecia no mundo, encontrei uma reportagem no Independent muito legal sobre um fotógrafo chamado Robbie Cooper. Ele tem desenvolvido um trabalho bastante interessante envolvendo alter egos encontrados em MMOs.

Cooper procura nos universos digitais diferentes personagens e, em seguida, fotografa as pessoas que estão por trás desses avatares. Sua ideia é fazer um comparativo entre a vida digital e a vida real.

Uma de suas fontes é um pai de família, executivo de uma empresa, que após se divorciar da mulher perdeu a maior parte do contato com seus filhos. Para resolver o problema, ele decidiu jogar “Everquest”. Todas as noites, disfarçado de algum personagem, ele colocava o papo em dia com as crianças e falava com eles sobre os deveres de casa, sobre a mãe etc.

“Eu fiquei fascinado com a ideia de que uma conversa banal, mas cheia de emoção, estava acontecendo em um mundo de fantasia virtual”, comentou Cooper sobre o seu “achado”.

E foi assim, encantado com a ideia de confrontar dois mundos, que o fotógrafo deu início ao seu projeto, em 2003. Ele buscou colaboradores em fóruns e registrou personagens em universos virtuais de diversos jogos, fazendo uma espécie de transposição. O resultado pode ser conferido em uma mostra realizada no National Media Museum, em Bradford, na Grã-Bretanha. Caso você esteja meio longe da Inglaterra, a dica é comprar o livro, que reúne um pouco de tudo o que Cooper encontrou na Coréia, China, França e Alemanha durante a execução do seu trabalho.

Caso não se lembre, foi esse nova-iorquino quem fez aquele vídeo, o Immersion, onde vários jovens aparecem fazendo caretas enquanto jogam algum game.

Crédito/Imagem: Robbie Cooper

Filme baseado em Space Invaders pode estar a caminho

Postado por: Renata Honorato | 11:57 5 de março de 2010

Segundo o jornal L.A.Times, a Warner Bros. realmente está tentando adquirir os direitos para conseguir levar aos cinemas uma adaptação de Space Invaders. A Escapist chegou a dizer que Hollywood está cansada do trabalho porco realizado por Uwe Boll, que sempre usou as propriedades intelectuais dos games para produzir filmes de quinta categoria. A ideia, de acordo a revista digital, é apostar em títulos que marcaram a década de 80.

Caso a Warner consiga a autorização da Taito para realizar uma obra homônima, o time que será envolvido no projeto é de primeira e inclui Mark Gordon, Jason Blum e Guymon Casady, que já participaram de filmes como O Resgate do Soldado Ryan, O Dia Depois de Amanhã e Atividade Paranormal.

Ainda não se sabe como será o roteiro do filme baseado em Space Invaders, entretanto especula-se de que seja algo parecido com Independence Day ou Marte Ataca!.

O que será que vem por aí, hein?

**********
Neste final de semana uma banda polonesa de nome curioso tocará em São Paulo. A Paris Tetris faz um som que mistura jazz, música eletrônica, cabaret e música experimental. Eu vou!

Crédito//Foto: Pixel Fantasy

MYST para veteranos

Postado por: Renata Honorato | 12:01 1 de março de 2010

Dia desses estava conversando com um amigo sobre algumas nerdices e ele então falou sobre o MYST. Embora nunca tenha jogado, entendo e reconheço a importância do jogo. E foi por isso que o convidei para escrever um pequeno artigo sobre o título, que evidentemente tem espaço aqui no Game Girl. Se você é um fã árduo de MYST, certamente vai se divertir. Se você ainda não é, vai descobrir um incrível novo universo. Enjoy it ;p

O ano de 2010 será marcado no calendário de muitos jogadores de adventure games como o ano mais importante da década.

Antes disso, em 1994, uma pequena empresa formada por dois irmãos e alguns amigos lançou um jogo que mudou os conceitos de entretenimento eletrônico. Foram três anos de trabalho em casa. Veja aqui um making of da época.

Os jogos da época tinham todos a mesma cara, rodavam em DOS e eram graficamente sofríveis. Foi aí que a então Cyan criou MYST. Um adventure cheio de quebra-cabeças quase impossíveis, gráficos maravilhosos e uma trilha sonora digna de filmes de Hollywood.

Em um ano o jogo se tornou conhecido no mundo todo e até o lançamento de The Sims foi o game mais vendido no mundo! Uma década de liderança de vendas. De lá para cá foram quatro sequências seguindo sempre a narrativa do original e adaptando o jogo para a tecnologia presente na época.

Você deve ter ouvido falar de Riven, o segundo jogo da série. Os outros são Exile, Revelation e End of Ages.

Bom, mas estamos em 2010 e a atual Cyan Worlds, após cinco anos vendendo a versão on-line de Myst, com alguns problemas no caminho, finalmente liberou para o mundo a versão gratuita e aberta de URU (You are You)

O URU explora novas eras do universo de MYST em um cenário 3D incrível, com puzzles difíceis e intrigantes, uma historia tão profunda quanto Senhor dos Anéis e trilha sonora fenomenal.

O título também é conhecido pelo seu ponto forte na versão multiplayer. Você joga com outros exploradores do mundo, pode conversar com eles e, em alguns, até pode ser ajudado por esses outros jogadores.

A versão atual é gratuita e é chamada MOULagain (Myst Online Uru Live again). A maioria dos jogadores são americanos e europeus, na faixa dos trinta anos, com muita experiência em jogos anteriores e sempre dispostos a se aventurar no universo.

Em www.mystonline.com você pode se cadastrar e baixar a instalação do jogo que pensa pouco mais de 1GB. Atualmente existe apenas a versão para Windows. No fórum, entretanto, é possível descobrir como rodar o game em Mac e Linux.

Online

A interação com outros exploradores das cidades D’ni valem a pena. A comunidade brasileira ainda é pequena em MOULagain, mas os gringos estão sempre dispostos a ajudar.

Há alguns dias precisei de ajuda em um puzzle que exige dois jogadores e nada menos que seis jogadores prontamente se ofereceram para ajudar. Fazer amigos é muito fácil .

iPhone

Além dessa noticia, a Cyan Worlds também colocou à venda a versão para iPhone do clássico MYST, com a mesma jogabilidade mas gráficos renderizados com tecnologias atuais. Uma versão grátis de demonstração está disponível na Apple Store.

Riven, a sequência de MYST, logo mais estará à venda também para iPhone.

Boa sorte, boa exploração e Shorah*!

*Shorah no idioma D’ni significa Olá ou Tchau.

Esse post foi escrito por Fabio Hofnik.

Os pets do WoW

Postado por: Renata Honorato | 08:48 19 de fevereiro de 2010

A Blizzard, não feliz com a grana que está tirando dos 12 milhões de usuários que atualmente jogam World of Warcraft, decidiu criar uma loja de pets. É isso mesmo, camaradas. A empresa, uma das mais bem sucedidas neste nosso incrível mercado de games, está apostando no mundo offline para aumentar a sua renda.

A loja da Blizzard está oferecendo representações em pelúcia dos pets que a galera consegue no jogo. Os bichos são fofos, não há como negar. Ah, e o mais legal: o jogador de WoW que comprar o brinquedinho ganha um código que permite a “adoção virtual” do animalzinho. Ownnnnnnnnn.

Cada pet custa US$ 24.99. Veja abaixo imagens dos bichos de pelúcia e de suas representações no jogo:

Sexo, drogas e rock’n'roll

Postado por: Renata Honorato | 11:09 11 de fevereiro de 2010

Fiz um top 10 de games adultos para a VEJA e gostaria de compartilhar com vocês o meu segundo lugar. O escolhido, obviamente, foi o Heavy Rain, um dos jogos mais aguardados para este ano. A explicação segue logo abaixo:

“O suspense psicológico, cujo lançamento acontece neste mês, é um dos títulos mais aguardados para PlayStation 3 e seu roteiro tem cerca de 2.000 páginas. Seu diretor, David Cage, foi ainda mais longe ao afirmar se tratar de um filme interativo e não “somente” de um game. O jogo aborda a vida de quatro personagens diferentes, todos com pontos de vista distintos, que terão de lidar com situações emocionais e tomar decisões baseadas na moral e ética. O enredo gira em torno de assassinatos em série e de relações baseadas em sexo. Desde o início da produção, cenas de nudez têm chamado a atenção da crítica”

Para refrescar a memória, que tal um vídeo?

Ficou curioso (a) para saber quais foram os outros games escolhidos? Acesse o Blog 10+ e deixe um comentário.

Put your hands up in the air

Postado por: Renata Honorato | 00:26 10 de fevereiro de 2010

Quem me conhece sabe bem que a minha praia é o bom e o velho rock’n'roll, entretanto, depois de me divertir no último sábado ao som de Beyoncé, decidi ser um pouquinho “de boa” com o R&B e adivinhem o que encontrei? Um rapper gamer. Demais, né? O nome do mano é Duane Zuwala e ele é mais conhecido por aí como 8bitduane.

O rapper, que utiliza músicas de games clássicos em seu trabalho, faz uma bonita homenagem à geração 8bit. Seu mais recente trabalho é uma versão de Super Mario Land, o primeiro título do encanador lançado para Game Boy, em 1989.

O jogo, um dos mais estranhos da franquia, parece ter deixado Zuwala meio confuso, fato que o incentivou a escrever uma música. O vídeo você confere abaixo:

No canal do YouTube de Zuwala existem outras duas canções que fazem referência ao universo dos jogos eletrônicos. Uma das versões é a do Castlevania II e a outra é uma espécie de analogia ao Bad Dudes, um game de luta lançado em 1988 para arcade.

Para saber mais sobre o rapper, acesse a página dele no MySpace. É divertido!