Chega, mano!
O que será que está acontecendo com esses desenvolvedores de jogos, hein? Nunca vi tantas adaptações bizarras de GTA na minha vida. Parece que o mundo resolveu virar “mano”.
Depois de encher os bolsos de grana da RockStar, o “proibido” Grand Theft Auto: San Andreas virou referência e, automaticamente, exemplo de game bem sucedido.
E os clones não pararam de surgir. O enredo, sempre bem previsível, inclui algumas características básicas como abordagem violenta, gírias, cenários escuros e protagonistas “bombados”.
True Crime: New York City, 50 Cent: Bulletproof, Crime Life: Gang Wars, NARC e Fight Club são apenas alguns exemplos de títulos cujo principal objetivo é dar porrada. Mas a diversão “vazia” não fica apenas entre socos e pontapés. Esses jogos sempre chegam recheados de policiais com “cara de banana” e personagens “mano”. Nunca percebeu? Pode reparar!
Os roteiros, aparentemente, seguem sempre a mesma lógica:
1- Tema: sexo, drogas e hip hop
2- Cenário: grandes metrópoles sujas e escuras (Nova York é sempre a mais cotada)
3- Personagens: bombados, cheios de tatuagens, donos de si e folgados
4- Linguagem: gíria (sempre)
A trilha sonora não poderia ser outra: hip hop. Os gestos, sempre exagerados, mostram protagonistas “descolados”, cheios de ginga, prontos para detonar quem ousar impedi-los de qualquer coisa.
Sangue também não pode falar, assim como becos, armas e super carros. Mulheres seminuas, sempre submissas aos machões, dão aquele “toque especial” e fazem a alegria dos menos exigentes.
Veja abaixo alguns screenshots e tire, você mesmo, suas conclusões:

50 Cent: Bulletproof

Crime Life: Gang Wars

Fight Club

GTA: San Andreas

NARC

True Crime: New York City
Enfim, qualquer semelhança é mera coincidência. Ou qualquer coincidência é mera semelhança?







