Chega, mano!

Postado por: Renata Honorato | 20:44 13 de janeiro de 2006

O que será que está acontecendo com esses desenvolvedores de jogos, hein? Nunca vi tantas adaptações bizarras de GTA na minha vida. Parece que o mundo resolveu virar “mano”.

Depois de encher os bolsos de grana da RockStar, o “proibido” Grand Theft Auto: San Andreas virou referência e, automaticamente, exemplo de game bem sucedido.

E os clones não pararam de surgir. O enredo, sempre bem previsível, inclui algumas características básicas como abordagem violenta, gírias, cenários escuros e protagonistas “bombados”.

True Crime: New York City, 50 Cent: Bulletproof, Crime Life: Gang Wars, NARC e Fight Club são apenas alguns exemplos de títulos cujo principal objetivo é dar porrada. Mas a diversão “vazia” não fica apenas entre socos e pontapés. Esses jogos sempre chegam recheados de policiais com “cara de banana” e personagens “mano”. Nunca percebeu? Pode reparar!

Os roteiros, aparentemente, seguem sempre a mesma lógica:

1- Tema: sexo, drogas e hip hop
2- Cenário: grandes metrópoles sujas e escuras (Nova York é sempre a mais cotada)
3- Personagens: bombados, cheios de tatuagens, donos de si e folgados
4- Linguagem: gíria (sempre)

A trilha sonora não poderia ser outra: hip hop. Os gestos, sempre exagerados, mostram protagonistas “descolados”, cheios de ginga, prontos para detonar quem ousar impedi-los de qualquer coisa.

Sangue também não pode falar, assim como becos, armas e super carros. Mulheres seminuas, sempre submissas aos machões, dão aquele “toque especial” e fazem a alegria dos menos exigentes.

Veja abaixo alguns screenshots e tire, você mesmo, suas conclusões:


50 Cent: Bulletproof


Crime Life: Gang Wars


Fight Club


GTA: San Andreas


NARC


True Crime: New York City

Enfim, qualquer semelhança é mera coincidência. Ou qualquer coincidência é mera semelhança?

Quem tem peito usa

Postado por: Renata Honorato | 20:55 6 de janeiro de 2006

Louvada seja a camiseta. Além de cair bem com toda e qualquer roupa, ela ainda pode expressar tudo o que temos vontade de sair gritando por aí. São incontáveis os modelos, cores e tamanhos. De bandas, futebol, grupos revolucionários (hahahaha) ou games, as “T-shirts” são espelhos do que realmente somos – ou gostaríamos de ser.

Para falar a verdade, as de bandas (de rock and roll, que fique claro!) e games são as mais legais. E “modéstia à parte”, disso eu entendo bem. Confesso que não sabia que alguns colegas nerds “descolados” – com todo o respeito – produziam camisetas cujos temas são jogos. E fiquei bem feliz quando descobri, evidentemente.

Pensei, então: “Se já existem no Brasil pessoas que se preocupam em vestir bem a galera (hahahahaha), como será que isso acontece em outros paises? Fui ao adorado Google (será que alguém já fez uma camisetinha com a frase “I Love Google”?) e pesquisei o que há de semelhante mundo a fora.

Ao todo, são inúmeros sites que oferecem roupas customizadas com Pac Mans, Mários, Luigis, etc e tal. Fiquei maravilhada com tantas opções. E o melhor: também existem bolsas (lindas, por sinal), cachecóis, bonés, blusas e buttons.

E os trabalhos são irados. O Thinkgeek.com, site internacional predileto dos…nerds legais, oferece uma série de modelos àqueles que possuem calos nos dedos de tanto jogar. Na seção “T-shirts” há uma aba, a Gaming, que dá acesso a uma página com, pelo menos, 40 camisetas diferentes. Os preços variam de US$ 15 a US$ 25; é uma loucura!!!

O 80stees.com, outro site internacional de “geeks fashion”, também comercializa T-shirts customizadas. Cada camiseta custa, em média, US$ 20 e as estampas são diversas.

Agora se você não está nem um pouco a fim de fazer transações em dólar, fique tranqüilo: o Brasil já entrou na rota da moda das camisetas de games. O Camiseteria.com (não tem br, mas é produto interno bruto) possui algumas à venda, assim como o Gardenal.org. Ambos os sites são de coleguinhas legais, portanto colaborem comprando algumas para toda a família (eu ainda não ganho comissão, mas não perdi as esperanças…).

O que você ainda está fazendo olhando para esta página? Corra até algum desses sites e compre, você também, uma camiseta do Mário. Eu já estou atrás da minha ;-)


Não falei que a bolsa era linda…

Can you dig it?

Postado por: Renata Honorato | 21:37 19 de dezembro de 2005

Segunda-feira. Após encarar um trânsito infernal você só consegue chegar em casa às 23h30. Seu seriado preferido, que começou às 21h, acabou faz tempo, assim como aquele pudim de leite condensado deixado na geladeira pela manhã, antes de sair para o trabalho. Seu cachorro fugiu e rolou na lama após tomar banho, seu projeto foi recusado, seu carro quebrou e seu computador, assim do nada, deu “tilt” e não quer funcionar nem com reza brava. Detalhe: o chefe enviou um e-mail urgente que “teria” (deixemos bem claro: TERIA) que ser respondido o mais rápido possível.

Antes de imitar o Michael Douglas e reviver, literalmente, o filme “Um dia de fúria”, que tal ligar seu Playstation 2 e jogar The Warriors? O game, baseado no longa “Os Selvagens da Noite”, recria a Nova York da década de 70 e, na minha opinião, pode ser classificado oficialmente como o jogo das segundas-feiras.

O título da RockStar é perfeito para quem gosta de uma boa…briga. Com golpes incríveis, realistas e perfeitos, The Warriors chegou como uma alternativa àqueles que gostam de cenários livres, mas não abrem mão de socos, pontapés e safanões.

Classificado por alguns sites especializados como um jogo do gênero “beat’em-up” (pancadaria), o remake pode ser utilizado como uma ótima válvula de escape em casos extremos, quando a lei de Murphy resolve conspirar contra você. Eu juro que funciona!

Os gráficos são legais e lembram muito o filme, assim como todos os cenários que envolvem a história. Os personagens são cativantes e os diálogos engraçadíssimos. É curioso ver como os “manos” da década de 70 se comportavam.

E a adaptação é tão fiel que quando fui assistir “Selvagens da Noite” achei que tivesse colocado o DVD errado no console. A introdução é, simplesmente, perfeita!

Preciso dizer – e ressaltar – que a RockStar foi bem feliz ao escolher “The Warriors” para o seu remake. Depois de assistir ao filme (a edição recente, totalmente remasterizada), ficou claro que seria um desperdício não aproveitar o excelente enredo para um game, no qual interação é o que conta.

Pode-se dizer que o tempo de adaptação aos comandos do controle é razoável, assim como sua jogabilidade. Algumas vezes, durante as brigas de rua, quando toda a gangue está envolvida, a visão fica um pouco prejudicada, já que o game não utiliza aquela “façanha” de deixar os personagens e cenários transparentes quando o protagonista (quem você controla) está atrás de um coadjuvante (quem coopera).

O mapa, diferente de outros jogos, é de fácil interpretação e muito bem localizado na tela. Os golpes podem ser incrementados por combos, alguns ensinados logo no inicio, ainda no tutorial.

Enfim, ficou nervoso, com raiva, furioso ou P%#@ da vida? Jogue The Warriors e quebre tudo. Quebre tudo “virtualmente”, é bom deixar claro!


The Lizzies – gangue feminina de The Warriors
que bota muito machão para correr

Realizando sonhos

Postado por: Renata Honorato | 20:53 9 de dezembro de 2005

Se um dia alguém perguntar quais as coisas mais legais da vida (tirando aquelas que a gente não pode falar em público…hahahaha) eu responderia: 1- música, 2- cinema e 3- games. É inacreditável como podemos nos divertir com esses três meios de entretenimento. Imaginem agora juntar tudo em um lugar só!?! Pois não foi que a Activision ouviu minha prece e fez um jogo onde: 1 – a música é boa e 2- o objetivo é produzir filmes. Ai, não deu outra, me “entreguei”, literalmente, e com cara e coragem fui criar o meu primeiro estúdio.

A fusão de “The Movies” é perfeita, sim senhor! Principalmente porque pude criar, com todo amor e carinho, o “Honorato Pictures”. Tudo bem, sei que às vezes não faço jus aos 23, mas desde criança gosto de dar nome as coisas. Fico super feliz quando, na hora de criar um profile, aquele tecladinho é exibido. Em The Warriors é assim.

Mas voltando ao fantástico mundo da Renata, The Movies é um jogo bastante interessante para os cinéfilos que sempre sonharam em ser donos de um MEGA estúdio. Afinal, precisamos concordar em uma coisa: a 7º arte é muito envolvente.

É claro que nem tudo é um “mar de rosas” no título distribuído no país pela EA. O efeito do zoom não é satisfatório e toda que vez que precisamos dar uma panorâmica no cenário, a impressão que se tem é que a visão é limitada.

O microgerenciamento exigido pelo game também enche o saco após algumas horas de jogatina. Como citado acima, o objetivo de “The Movies” é criar um estúdio, e isso inclui a construção de toda a infra-estrutura. O problema é que depois de ver o primeiro filme pronto, você desencana de ficar se preocupando com banheiros e caminhos que interligam os prédios. Afinal, há coisas muito legais para se fazer.

Os gráficos lembram a série The Sims (melhorados, é claro), assim como o estilo de jogo: simulação da vida real. O mais interessante é poder (e ter que fazer isso) lidar com o ego dos atores, que se preocupam com suas atuações e imagem. Sempre que algum de seus “funcionários” estiver descontente, seja pelo salário, seja pela aparência, você precisa negociar aumentos e dar aquele trato no dito cujo com maquiagens e novo figurino.

Tudo começa na década de 20, portanto roupas, trilha sonora e gêneros seguem a tendência da época. É divertido ver os anos se passarem e a “mecânica” das produções seguir as mudanças.

O clímax do game, sem dúvida alguma, acontece na hora de conferir a criatura (o filme) produzida por você (o criador). Juro que fiquei com vontade de chorar ao ver em letras grafais a inscrição “HONORATO PICTURES”, logo na introdução do meu primeiro curta. A vontade de chorar ficou ainda mais intensa ao ver a repercussão do filme. Segunda a crítica, chamar o meu curta (bem curto, por sinal) de pobre é ofender aos que não têm dinheiro. Buáááááá!!! Tudo bem, um dia a gente aprende, né?


Vista panorâmica do meu lindo estúdio, o
“Honorato Pictures”

Por um mundo (dos games) melhor

Postado por: Renata Honorato | 21:00 2 de dezembro de 2005

Remake virou moda. É filme que vira jogo dali, é jogo que vira filme daqui, enfim, criatividade virou artigo de luxo e otimização de trabalho regra número 1 na “maravilhosa” indústria mundial de entretenimento eletrônico.

É claro que precisamos louvar o que de bom apareceu em 2005; God Of War, We Love Katamari, Shadow of the Colossus e Killer 7 são exemplos de títulos que fizeram sucesso sem precisar de personagens clichês ou enredos baseados em grandes obras hollywoodianas, cheias de ação e muito “confete” (se é que me entendem).

Mas nem todas as adaptações são fracassos. Incredible Hulk: Ultimate Destruction, Ultimate Spider-Man e X-Men Legends II não decepcionaram essa modesta escriba e fizeram bonito diante de tanta coisa sem conceito, diferencial e criatividade.

E foi exatamente jogando esses games que uma idéia fenomenal veio a minha cabeça: “E se produtores ‘cheios da grana’ investissem pesado em bons remakes, todos baseados em desenhos animados das décadas de 70 e 80?”.

Fui ao êxtase ao viajar nesse assunto. Poder jogar um massive do “Caverna do Dragão” ou um adventure do “Nossa Turma” seria, simplesmente, fantástico, divertido, inimaginável, desconcertante e incrível.

Então pensei em outras possíveis adaptações. Desenhos como Cavalo de Fogo (não dá para esquecer a Sara, né?), Coelho Ricochete, Lula Lelé, Super Mouse, Família Buscapé, Os Snorks (esse, só de lembrar, faz apertar o peito), Ursinhos Gummi e Thundercats (não vale contar o game para C64 de 1987) poderiam virar ótimos jogos e, quem sabe, dar um novo fôlego a indústria que, literalmente, anda “produzindo em série”.

Sim, sim! Entendo que muitas de vocês sequer tinham nascido na época em que eu passava a manhã desvendando as aventuras de Daffney (a criaturinha roxa de “Os Snorks” que usava uma presilha de estrela no cabelo). Entretanto precisamos ressaltar que o que é bom não tem idade. Cinema, quadrinho, música e literatura, por exemplo, são como vinho: quanto mais velho, melhor!

E sabe a que conclusão cheguei após todo esse exercício de memória? Descobri que o problema não está nas adaptações games/cinema ou vice-versa, o grande impasse está na cabeça de quem “idealiza” produtos descartáveis; fórmulas de sucesso absoluto, campeões de bilheteria ou recordes de cópias vendidas.


Turma toda de “Os Snorks”

Xbox 360, ele chegou!

Postado por: Renata Honorato | 17:12 25 de novembro de 2005

O mundo está mudando e, junto com ele, os consoles. É sério! O próximo sistema da próxima geração já chegou abafando, embora muitas pessoas tenham se decepcionado um pouquinho com o que seria para ser uma SUPER MÁQUINA. Sua performance, destacada descomunalmente pela Microsoft nos últimos 12 meses, ficou abaixo do esperado e sua qualidade gráfica não impressionou os mais exigentes.

O Xbox 360 chegou às lojas de todo o mundo na última terça-feira e causou frisson nos que não podem perder uma novidade. Todas as unidades americanas foram vendidas antes mesmo do lançamento mundial e celebridades como Paris Hilton participaram da grande festa realizada pela Microsoft.

Para nossa surpresa e de todo o mercado, os brasileiros puderam conhecer, tocar e jogar o 360 antes do lançamento. O console ficou durante todo o final de semana exposto na EGS, Electronic Game Show, a maior feira de games do país.

Nem preciso falar que as filas para “experimentar” o primeiro da próxima geração eram enormes. Eu, após muito esforço, consegui colocar, pela primeira vez, minhas mãos na gracinha. Se fiquei decepcionada? Sim! Minhas expectativas eram outras e confesso que saí do estande da Microsoft com o coração partido.

Joguei um pouco de Project Gotham Racing 3 e não achei nada demais. Como já era de se esperar o 360 não será comercializado oficialmente no Brasil, ou seja, todas as peças serão importadas e teremos de pagar o “olho da cara” para adquirir um brinquedinho desses.

Ainda não se sabe a quanto será vendido o console em terras tupiniquins, mas a expectativa é de que o sistema custe entre R$ 1800,00 e R$ 4000,00. Segundo Milton Beck, diretor de Negócios de Jogos e Entretenimento Eletrônico da Microsoft, o modelo de negócio (vulgo taxas surreais de impostos) não é aplicável e inviabiliza a venda de um console no Brasil. Para quem não sabe, quando um videogame entra no país são “acrescidos” ao seu valor real 60% de imposto de importação, 18% de alíquota de ICMS, além das taxas de frete e courrier.

As questões são políticas e todos sabemos disso. Agora restam as gigantes Sony, Nintendo e Microsoft acreditarem no nosso mercado e lutarem por um modelo comercial viável.


Eu e o Bruno ainda meio bobos
ao poder tocar no Xbox 360

Vou aproveitar o espaço para agradecer a organização do SBGames (Simpósio Brasileiro de Games) pelo convite para a festa da ABRAGAMES. O evento foi divertidíssimo e louvável, já que é raro encontrar pessoalmente colegas de outros estados com quem trabalhamos de forma direta ou indireta durante todo o ano. Um grande beijo a todos os que marcaram presença e um puxão de orelha no Wandeko (Banana Games) e no Théo Azevedo (UOL Jogos) pelo furo.

LET'S GO!

Postado por: Renata Honorato | 21:52 11 de novembro de 2005

Como aconteceu no ano passado, rola neste mês a segunda edição da EGS, Electronic Game Show, uma feira totalmente especializada em games. O evento será realizado no Expo Center Norte, Capital, São Paulo, entre os dias 18 e 20 de novembro e reúne, em um só espaço, toda a indústria de entretenimento digital do país.

O mais legal da EGS é a chance de ver de perto quem está por trás de tudo o que é produzido nesse universo mágico dos jogos. Desde desenvolvedores, até jornalistas especializados (isso mesmo, os que escrevem os reviews que lemos por aí): TODOS estarão presentes durante os três dias da feira.

O ingresso, bem salgadinho para nós, pobres brasileiros, custa R$ 20,00. Mas se você tiver comprado um jogo original nos últimos dias, poderá ganhar um desconto BEM legal, além de receber tratamento VIP (acesse www.electronicgameshow e saiba como).

Tirando as promotoras com pouca roupa que circulam pelo espaço (a gente não gosta de concorrência, né?), todo o resto é bem bacana. Torneios são realizados, empresas apresentam seus produtos, debates são organizados e todos os viciados em games (como eu e você) podem aproveitar o encontro para trocar experiências.

E eu juro pelo meu PS2 que não são apenas os nerds que dão as caras na feira. Muita gente legal, interada, e que pensa em outras coisas que não jogos, detonados e consoles, marcam presença no evento. É sério!

Eu confesso que estou muito ansiosa. Primeiro porque encontrarei todos os meus amigos “garotos” que trabalham com isso, ou seja, as horas de diversão já estão garantidas. Até estamos tentando marcar um happy hour “pós primeiro dia”. Afinal, este ano não teremos festa de lançamento do Half Life 2 como em 2004. Vou contar um segredo, mas vocês têm que prometer que não falarão para ninguém! Todo mundo se revela nessas festinhas, sabe? Hummm, melhor nem entrar em detalhes (hihihi).

Mas, sem dúvida alguma, o que mais chamará a atenção de toda a galera será a presença do Xbox 360, o novo console da Microsoft. A empresa traz em primeira mão, antes mesmo do lançamento mundial, a sua “menina dos olhos” para terras tupiniquins. E mais do que isso, girls: poderemos ver, tocar e JOGAR! Quer coisa melhor?

A expectativa é de que, aproximadamente, 27 mil pessoas circulem, durante os três dias, os corredores do Expo Center Norte. Se eu fosse você, tentaria comparecer; eu estarei lá, com certeza! (trabalhando, é claro!).

Até lá!

Papagaio de pirata: na EGS 2004 tive que “grudar”, literalmente, no cangote do “Seu Ministro” para conseguir uma exclusiva. Achei as provas no site oficial da feira. Ai, que vergonha, meu Deus!

As setinhas estão bizarras (tanto quanto as próprias fotinhos). Sabe como é, né? Manjo tanto de Photoshop quanto de programação C++ (bah!)

Uhu! "Nós amamos" Katamari"

Postado por: Renata Honorato | 17:08 7 de novembro de 2005

Eu juro que não acreditei quando me disseram que We Love Katamari, um jogo cujo objetivo é, literalmente, rolar uma bola, era o máximo. Mais engraçado ainda foi ouvir de todo mundo que a trilha sonora do game era incrível. “Como um jogo de enredo tão…estranho pode ter boas músicas?”, pensei. Os dias foram passando e o número de pessoas a elogiar o título foi aumentando e aumentando. As críticas, sempre positivas, alimentaram minha curiosidade e, mesmo achando tudo uma grande bobagem, fui experimentar o game.

É claro que para minha surpresa – e de todos ao me redor – fiquei perplexa ao ligar o Playstation 2 (não o meu, porque o coitado está se recuperando após uma pane em seu sistema) e ver, pela primeira vez, todas aquelas…cores. A primeira lembrança que veio a minha cabeça foi a do clássico “Alice nos País das Maravilhas”.

Passei pelo tutorial, assisti ao vídeo que conta a história da vida do “Rei de todo o Cosmo” (uma espécie de Deus), rolei a minha primeira Katamari, criei um planeta, achei alguns “cousins” (bichinhos estranhos que você encontra pelos cenários) e, quando me dei conta, estava há horas na frente da TV, dançando ao som psicodélico das músicas, sem piscar os olhos e me divertindo um monte controlando os primos engraçados.

A jogabilidade, para quem não conhece Katamari Damacy, é boa, mas pode confundir um pouquinho no começo. Isso porque, embora os controles sejam bem simples, fogem do padrão de outros jogos. Lembro que no inicio sempre girava minha Katamari para o lado errado…

O enredo é muito divertido, os cenários interativos e as músicas empolgantes. É impossível não balançar o esqueleto com a trilha sonora “viajante” de We Love Katamari (em japonês, imaginem!!!).

Mas assim como em “Alice no País das Maravilhas”, a temática do game da Namco é para adultos. Por trás das piadinhas do Rei e da maneira satirizada de tratar os “cousins”, está um “cara” problemático, que teve uma infância difícil, cheia de atritos com o seu pai. É sério, podem acreditar, os vídeos são tristes.

De qualquer maneira, o ponto forte -e um dos atrativos mais visíveis- do jogo é seu humor. Toda vez que você cumpre uma missão (criar uma bola de 15cm, por exemplo) o Rei faz questão de exprimir o seu desdém e dizer em alto e bom som (ops, mais ou menos, já que sua voz parece um sintetizador) que nunca viu uma Katamari tão pequena e blá, blá, blá, blá. A cada objetivo alcançado, o seu cosmo ganha um novo planeta, satélite ou estrela. E mais do que isso: os astros de We Love Katamari são lindos e para lá de diferentes; alguns com formato de origami, outros parecendo bombons…

Além de encontrar primos pelo cenário (que ficam presos a bola assim como todo e qualquer objeto), o jogador acha presentes “bizarros” como um chapéu de girafa, uma máquina fotográfica ou um nariz de palhaço. A mecânica da Katamari é simples: gruda na bola tudo o que for menor que ela.

We Love Katamari é didático, criativo, diferente e intuitivo. Uma dádiva, se comparado as mesmices que chegam todos os dias ao mercado. Para quem procura um game sem tiros e politicamente correto (sem parecer chato ou careta demais), bora jogar esse game! Eu garanto que diversão é o que não vai faltar!


Vejam que LINDO o chapéu de girafa!!

Quem não se comunica, se trumbica

Postado por: Renata Honorato | 21:35 24 de outubro de 2005

Sei que muitas de vocês, talvez, nem se lembrem do Chacrinha, entretanto preciso dizer que o Velho Guerreiro tinha toda a razão quando falava, em seu programa de sábado à tarde, que “Quem não se comunica, se trumbica”.

E não pensem vocês que os games são exceção no que diz respeito a teoria da comunicação (vixi, isso me lembrou uma matéria que tive na faculdade). Os MMORPG (Massive Multiplayer Online Role Playing Game), mesmo que timidamente, chegaram ao Brasil e estão fazendo a alegria dos antigos freqüentadores de salas de chat.

Os títulos, que já ganharam espaço com propaganda publicitária na TV, são sensação no país e já correspondem a uma boa fatia dos players brasileiros. O Ragnarök, por exemplo, pioneiro do gênero em terras tupiniquins, em menos de um ano acumulou uma modesta base de 700 mil usuários e já chegou ao pico de 20 mil jogadores simultâneos.

Mas por que os MMORPG chamam a atenção de tanta gente? Fácil, fácil! O grande diferencial dos massives é a interação que eles proporcionam aos jogadores. São milhares de pessoas online, vivendo em um mundo de fantasia, dispostas a se conhecer, não só virtualmente, mas pessoalmente também.

Há algum tempo fiz uma matéria sobre casais que tinham começado a namorar jogando algum massive e, só então, a ficha caiu. Eu, que achava um absurdo alguém se relacionar com outra pessoa tendo como intermediário um jogo (e esquecendo do número de pessoas legais que conheci em chats, icq, msn, fóruns e afins, cuja mecânica é praticamente a mesma) passei a olhar esse “mundo de mentira” por um outro ângulo.

Mas a gota d’água mesmo foi quando me peguei consolando uma amiga que tinha se apaixonado jogando Everquest. E não falo de nenhuma adolescente de 13 anos, não. A moça, muito da adulta por sinal, ficou caidinha por um rapaz, cujo primeiro contato foi com o seu personagem.

Mesmo depois de ouvir muitas histórias sobre a nova maneira de conhecer pessoas, muito da incrédula, fiz questão de realizar o teste pessoalmente. Aproveitei a onda do Ragnarök, ressuscitei minha aprendiz (pobrezinha, tinha um laço lindo, mas ainda não era uma noviça ) e fui em busca de…hehehe…novos amigos.

E não foi que deu certo! Bastou deixar a Debbie (nome da aprendiz) sentadinha por cinco minutos em Prontera, para três garotos (meninas, eu falei TRÊS garotos!!!) chegarem para “trocar uma idéia” e perguntar o meu msn (ops, o da Debbie). Agora me digam: “Em que balada chegam três gatinhos para uma conversa interessante no curto período de cinco minutos?”

A conclusão que cheguei depois de ignorar, duvidar, aceitar e, enfim, testar um MMORPG para fazer amigos é que, como tudo na vida, online ou não, basta uma boa dose de simpatia e disposição para conhecer gente bacana.


Uma graça, não?

$$$$$$$

Postado por: Renata Honorato | 11:06 17 de outubro de 2005

Como foi imensamente solicitado o preço do Nintendogs nos comentários do último post, segue uma “mini” comparação de valores para que vocês fiquem por dentro:

Americanas.com: R$ 199,00
Submarino: R$ 199,00
Amazon: US$ 29,99
Mister Bros Games: R$ 175,00
Brinquedos Laura: R$ 179,00
UZ Games: RS 169,00
EBgames: US$ 34,99
KBtoys.com: US$ 29,99

Mas não se desesperem, girls! Algumas dessas lojas virtuais também disponibilizam jogos usados por um preço muito mais interessante.
Para saber tudo sobre o Nintendogs, acessem www.nintendogs.com

Beijos e até mais!!!