Ufa!

Postado por: | 14:57 24 de setembro de 2006

Os últimos dias têm sido insanos aos que fazem dos games o seu “ganha-pão”. Enquanto o Japão recebe a “modesta” Tokyo Game Show, o Brasil aguarda ansioso os nomes dos sortudos que representarão o país na final mundial do World Cyber Games, em Monza, Itália.

O evento, que acontece NESTE exato momento no Porão das Artes, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, termina hoje e apontará os campeões das seguintes categorias: Fifa 2006, StarCraft: Brood War, Warcraft III: The Frozen Throne, Half-Life: Counter-Strike 1.6, Warhammer 40.000: Winter Assault e Need For Speed.

E não que é que esse tal de “e-sport” está tomando proporções estratosféricas. Durante o final de semana a Globo (e Globo News), SBT, Bandeirantes, Record, Rede TV, Play TV e Rádio Eldorado passaram pelo local para, acreditem, cobrir o evento. E a grande estrela da WCG 2006, acreditem novamente, foi uma garota. Juro!

Pricila Lameira, que participou das finais de Need For Speed, foi a grande atração para boa parte dos veículos não especializados. Também pudera: a moça era a única mulher no meio daquele monte de marmajos.

Hummm, mas e a Tokyo Game Show, hein? Ai, preciso gritar aos quatros cantos que estou MORRENDO DE INVEJA (saudável, viu?) dos coleguinhas que estão cobrindo a feira lá do outro lado mundo. Em contrapartida estou mega orgulhosa também. Aos poucos os jornalistas brasileiros estão marcando presença lá do outro lado do mundo e trazendo, em primeira mão, as novidades quentinhas da festa. Que máximo, né? Parabéns aos meninos legais Théo Azevedo e Bruno Abreu (eles bem que podiam trazer um presentinho, né?).

Ah, e esta semana tem X06! Quer saber quais as últimas peripécias da Microsoft? Acesse o Gamer.br e veja o que o Senhor Miyazawa (vulgo Nelson Rubens dos games) está aprontando em Barcelona, Espanha, local onde acontecerá o evento.

Opa, opa! E as finais por aqui estão a todo o vapor. Eu vou, mas eu volto!

Olha o que um game bacana pode fazer com uma pessoa

Plantão Game Girl

Postado por: | 12:23 14 de setembro de 2006

Essa notícia não poderia passar despercebida. O Wii, novo console da Nintendo, chega em novembro (daqui a 66 dias, precisamente) às lojas; o brinquedinho custará US$ 250 dólares. A notícia foi divulgada, acreditem, primeiramente pelo jornal The New York Times, horas antes do anúncio oficial que aconteceu na manhã dessa quinta-feira em um evento promovido pela Nintendo na cidade de Nova Yorque.

Uau! Melhor, impossível :-)

Mulheres rules!

Postado por: | 22:07 12 de setembro de 2006

Começou nessa terça-feira, em Seattle, Washington, Estados Unidos, o WIGI – Women in games internacional, evento citado na semana passada aqui no Game Girl mesmo (dois posts abaixo, contando a partir deste).

Para celebrar o encontro, Kathy Schoback, presidente e Relações Públicas do Comitê WIGI, publicou no Next-Gen uma “modesta lista” com as 100 mulheres que mais influenciaram a indústria de games nos últimos anos. Entre designers, jornalistas, executivas e programadoras, estão grandes nomes, respeitados internacionalmente, e utilizados como referência mundo afora. É o caso de Perrin Kaplan, Vice-Presidente de Marketing e Negócios Institucionais da Nintendo of America Inc. Perrin é responsável por boa parte das ações da multinacional pelos nossos lados e representa com bastante propriedade a “Fábrica de Chocolates” do senhor Miyamoto.

Infelizmente nenhuma brasileira apareceu na lista, entretanto vale ressaltar que já temos uma “power girl tupiniquim” colocando muito marmanjo na linha na Electronic Arts gringa. Raphaella Caldeira Lima, que cuida de boa parte das trilhas sonoras que vocês conferem nos jogos da publisher, é mais “uma de nós” que faz jus ao grande potencial das mulheres QUE SE AMARRAM EM GAMES e fazem disso uma profissão.

Mas vamos ao que interessa! Confiram a lista:

Cindy Armstrong
Presidente, WEBZEN America, Inc.

Kristin Asleson-McDonnell
Presidente, LimeLife

Xochilt Balzola-Widmann
Vice-Presidente Executiva na Europa, Vivendi Games Alemanha

Ellen Beeman
Diretora do Programa de Liderança, Microsoft Casual Games

Mary Bihr
Presidente, Mary Bihr Consulting

Sue Bohle,
Presidente, The Bohle Company

Phaedra Boinodiris
Presidente e Co-fundadora, WomenGamers.Com

Paulina Bozek
Diretora e Produtora Executiva, SingStar

Nichol Bradford
Diretora Global de Estratégia de Crescimento, Vivendi Universal Games

Lucy Bradshaw
Vice-Presidente, Líder de Produção e Desenvolviment, Maxis

Jill Braff
Gerente Geral na América e Vice-Presidente Sênior mundial de Marketing, Glu Mobile

Brenda Brathwaite
Game Designer e Consultora

Rima Brek
Líder em Projetos de Software, Ubisoft Montreal

Christine Burgess-Quemard
Diretora Executiva, Worldwide Studios, Ubisoft

Jane Cavanagh
Executiva, Eidos Interactive

Heather Chaplin
Escritora e Jornalista

Sande Chen
Diretora Executiva, Girls in Games

Cindy Cook
Chefe de Estratégia e Marca, Vivendi Games

Linda Currie
Produtora, Blue Fang Games

Amber Dalton
Líder e uma das integrantes, Pandora’s Mighty Soldiers (PMS Clan)

Mary Dolaher
Vice-Presidente, E3

Torrie Dorrell
Vice-Presidente Sênior de Vendas e Marketing, Sony Online Entertainment

Jill Duffy
Editora Chefe, Game Developer Magazine

Kaye Elling,
Diretora de Criação, Blitz Games Ltd.

Angela Emery
Vice-Presidente de Comunicações, Buena Vista Games

Carolyn Feinstein
Vice-Presidente de Marketing e Comunicação, Electronic Arts

Dorothy Ferguson
Vice-Presidente de Marketing e Vendas, NCsoft North America.

Lisa Foster
Editora Chefe, MCV

Laura Fryer
Produtora Executiva, Microsoft Game Studios

Denise Fulton
Chefe de Estúdio, Midway Studios – Austin

Megan Gaiser
Presidente e Diretora, Her Interactive

Beverly Garland
Gerente de Produção e Arte, NCsoft

Jillian Goldberg
Vice-Presidente de Marketing, BioWare/Pandemic Studios

Mona Hamilton
Vice-Presidente de Marketing, Midway Games

Robin Harper
Vice-Presidente de Desenvolvimento e Suporte, Linden Lab

Amy Hennig
Diretora, Naughty Dog

Michelle Hinn
Vice-Presidente da Divisão de Games da DonationCoder.com

Erin Hoffman
Game Designer, 1st Playable Productions

Dana Jongewaard
Editora Chefe, Official U.S. PlayStation Magazine

Helene Juguet
Diretora de Marketing nos Estados Unidos, Ubisoft

Robin Kaminsky
Vice-Presidente Executivo, Activision Publishing

Laura Kampo
Vice-Presidente de Produção na América do Norte, Buena Vista Games

Perrin Kaplan
Vice-Presidente de Marketing e Negócios Instituicionais, Nintendo of America Inc.

Heather Kelley
Game Designer, Artificial Mind & Movement

Gabrielle Kent
Professora de Arte de Design de Jogos Eletrônicos, University of Teesside

Debra Kempker
Presidente e Produtora, Prima Games

Aphra Kerr
Conferencista, National University of Ireland Maynooth

Arcadia Kim
Chefe de Operações, Electronic Arts-Los Angeles

Erica Kohnke Kain
Presidente, Kohnke Communications

Aleks Krotoski
Jornalista e Consultora

Brenda Laurel
Coordenadora da Graduação de Programação e Design, California College of the Arts

Corrine Le Roy
Diretora e Gerente, Ubisoft Shanghai

Heidi Lese
Gerente de Recrutamento, THQ

Beth Llewelyn
Diretora Sênior de Relações Públicas, Nintendo of America Inc.

Alison Locke
Executiva, THQ

Shannon Loftis
Produtora Executiva, Microsoft Games Studio Publishing

Elizabeth Loverso
Diretora de Produção e Desenvolvimento, Ubisoft/Red Storm

Nancy McIntyre
Vice-Presidente Mundial de Marketing e Vendas, LucasArts

Jennifer MacLean
Diretora Sênior da Divisão de Games, Comcast Interactive Media

Christy Marx
Game Designer e Escritora

Mitzi McGilvray
Vice-Presidente de Jogos Casuais, TikGames

Nancy McIntyre
Vice-Presidente Mundial de Marketing e Vendas, LucasArts

Shara Miller
Produtora, LucasArts

Jessica Mulligan
Escritora e Consultora Executiva

Janet Murray
Diretora do Programa de Graduação em Mídias Digitais, Georgia Tech

Yasmin Naboa
Vice-Presidente de Vendas, Ubisoft

Jiyung Park
Presidente, Com2uS Corporation

Elizabeth Pellen
Diretora de Co-Criação, Ubisoft Paris

Jamie ‘Missy’ Pereyda
Fundadora e co-líder do time Girlz of Destruction

Heidi Perry
Vice-Presidente de Marketing, PlayFirst

Linda Powers
Diretora de Recursos Humanos, NCsoft Corporation

Rhianna Pratchett
Escritora e Story Designer

Sheri Graner Ray
Game Designer e Escritora

Jade Raymond
Produtora, Ubisoft

Suzie Reider
Vice-Presidente Sênior, CNET Networks Entertainment

Francesca Reyes
Editora Chefe, Official Xbox Magazine

Margaret Robertson
Editora, Edge Magazine

Morgan Romine
Gerente de Comunidade, Ubisoft e Capitã do time Frag Dolls

Bonnie Ross
Diretora de Produção, Microsoft Game Studios Publishing

Samantha Ryan
Presidente, Monolith Productions

Tobi Saulnier
Presidente, 1st Playable Productions

Kathy Schoback
Vice-Presidente de Aquisição de Conteúdo, AGEIA

Nancy Smith
Vice-Presidente Executiva e Gerente Geral da franquia The Sims, Electronic Arts

Beatrice Spaine
Diretora Sênior, Pogo Marketing (Electronic Arts)

Fiona Sperry
Vice-Presidente e Gerente Geral dos Estúdios da EA no Reino Unido, Electronic Arts Europe

Stevie Spring
Executiva, Future

Maurine Starkey
Produtora e Designer, SkillJam Technologies Corporation

Shannon Studstill
Diretora de Produtos e Produtora Executiva, SCEA

Charlotte Stuyvenberg
Gerente Geral Mundial de Comunicações, Microsoft

Jessica Tams
Diretora, Casual Games Association

Alice Taylor,
Vice-Presidente de Conteúdo Digital, BBC Worldwide

Deborah Tillett
Gerente Geral da Divisão de Games, EVP of BreakAway Ltd

Gabrielle Toledano
Vice-Presidente Sênior de Recursos Humanos, Electronic Arts

Patricia Vance
Presidente, Entertainment Software Rating Board (ESRB)

Lisa Waits
Executiva, Nokia SNAP Mobile

Genevieve Waldman
Gerente de Publicidade, Microsoft Games Studios

Mary Margaret Walker
Presidente, Mary-Margaret.com

Margaret Wallace
Presidente, Skunk Studios

Kiki Wolfkill
Diretora de Arte, Microsoft Game Studios

Emiko Yamamoto
Produtora Sênior de Produção no Japão, Buena Vista Games

Ufa!!! Parabéns para todas ELAS ;P

Crédito//Fotos: Next-Gen

Postado por: | 03:02

Ele se foi. Nosso colega Leandro Calçada, ex-editor da revista GamerMaster, publicada pela Editora Europa, saiu de fininho e deixou todos nós, jornalistas de games e por que não dizer entusiastas, órfãos.

Fiquei sabendo da triste notícia na quinta-feira, dia 07, por meio do também jornalista Pablo Miyazawa, que em uma nobre atitude me ligou para avisar sobre o ocorrido.

Assim como o Pablo, conheci o Leandro durante um evento promovido pela ABRAGAMES. Aonde? No bar, é claro! Se a memória não me falha, ele estava junto de Eduardo Trivella, mais um daqueles AMIGOS de trabalho cujas palavras desaparecem ao tentar, mesmo que sutilmente, expressar parte de todo o carinho, respeito e admiração.

Pude conversar com o Calçada (embora sempre o chamasse de Leandro) melhor durante uma visita a Editora Europa, quando fui convidada pela equipe da revista GameMaster para testar o Xbox 360. Naquele dia ele e o Nelson foram os últimos a sairem da redação, visto que eu e o Gustavinho (Hitzschky) estávamos empolgados com o novo brinquedinho da Microsoft.

Mas foi só durante a E3 que tive a honra de conhecer melhor esse “grande cara”. Na entrada fracassada da press conference da Sony (seguida de uma ótima pizza) ou no restaurante mexicano onde a Electronic Arts recebeu os jornalistas brasileiros, tive, enfim, a oportunidade de saber quem era o Leandro por trás das páginas de revista. O simpático e bacana, que se amarrava em música e dividia comigo uns espetinhos de frango ou peixe.

Que bom que a última imagem dessa sensacional pessoa será aquela da grande mesa, quando compartilhávamos, todos juntos, concorrentes ou não, veteranos ou novatos, a satisfação de atingir o êxtase dessa profissão que é ser jornalista de games: cobrir uma E3.

Moço, você fez bonito por aqui. Sentiremos a sua falta!

WIGI – Women in games internacional

Postado por: | 16:29 4 de setembro de 2006

Essa vai para “aqueles” que mandam meninas que falam mal do PS3 para a cozinha.

Acontece no próximo dia 12, em Seattle, Washington, Estados Unidos, o Evento WIGI, totalmente direcionado a inclusão da
mulher no mercado de games.

Segundo o site oficial da organização, o encontro visa fomentar a indústria, apostando na diversificação e fazendo do mercado de desenvolvimento mais uma possibilidade de carreira para as mulheres do mundo inteiro.

Alguns grandes players já confirmaram presença; entre os anunciados estão três divisões da Microsoft: Microsoft Game
Studios, Xbox 360 e Microsoft Casual Games, além de Ubisoft e Frag Dolls (time feminino patrocinado pela multinacional), Pop Cap, International Game Developers Association (IGDA), Game Developers Conference (GDC), Business Wire, entre outros.

O Women in Games International é uma entidade sem fins lucrativos que tomou força quando a indústria começou a demonstrar fragilidade e necessidade em abordar, de uma maneira abrangente, outros públicos potencias.

Em 2005 o evento aconteceu em São Francisco, California, Estados Unidos, e sua repercussão foi bastante positiva. Em uma
declaração feita por Kathy Schoback, diretora da WIGI, a importância da sinergia de idéias é imprescindível para o crescimento da indústria: “Games não seriam o que são hoje sem a combinação de idéias e habilidades técnicas de homens e mulheres
trabalhando juntos”, afirmou Kathy.

O programa do evento deste ano inclui palestras, painéis e mesas-redondas. Veja a lista dos assuntos que serão discutidos nas “Roundtables”:

- Estou louco? Conselhos práticos para desenvolvedores de games
- Opções de carreira
- Como adquirir as habilidades e conseguir o primeiro trabalho
- Diversidade
- Bate-papo com o time Frag Dolls
- Qualidade de vida: Resolvendo problemas práticos
- Os produtores
- Conselhos importantes para quem pretende seguir em frente na carreira de desenvolvedor de games
- O que os “HR” estão procurando? (ainda estamos tentando descobrir o que significa tal sigla)

Outras informações “bacanérrimas” podem ser adquiridas no site oficial da entidade.

Hasta la vista, baby!

Atualização
O tal do “HR” significa Human Resources (dãããã, que lerda!)

O mundo é cor-de-rosa

Postado por: | 18:37 24 de agosto de 2006

Quando criança destestava roupas, brinquedos e All Star cor-de-rosa, entretanto preciso confessar que adoraria MUITO ganhar um dos presentinhos abaixo (todos no melhor dos cenários);p

Politicamente incorreto

Postado por: | 21:19 18 de agosto de 2006

Sejamos francos: quem não se amarra em quebrar algumas…regras? Seguir padrões é necessário, sabemos, mas ter de viver dentro de uma forminha de pão é chato para burro.

Sair por aí detonando tudo, cabulando aulas e tratando “carinhosamente” os caminhoneiros que insistem em ficar na sua pista no trânsito, geralmente, não soa muito bem. Daí a necessidade de uma…válvula de escape. E é dessa maneira que encaro os games politicamente incorretos.

Lembro-me bem de quando conheci Manhunt. A primeira reação foi de repulsa, confesso. Ver aquele cara matando todo mundo de maneiras bizarras era “forte” demais para uma garotinha acostumada com The Sims e cia.

Mas enfim, depois de olhar com certa desconfiança, resolvi que deveria “testar” tal façanha: matar alguém com um saco plástico (hahaha). E o pior aconteceu: adorei. Concordo que uma criança não deva jogar esse game, particularmente, mas afirmo que Manhunt é uma excelente distração para “aquelas” segundas.

Ver até que ponto chegaria o sangue-frio de James Earl Cash, protagonista do jogo, virou uma bela diversão até o lançamento de “Grand Theft Auto: San Andreas”. Matar, simplesmente, inimigos com máscaras horrendas de palhaço perdeu a graça. Roubar carros e bater em p…ops, mulheres com maquiagem pouco discreta e saias curtíssimas, se tornou um passatempo MUITO mais interessante.

Foram horas de jogatina. Não terminava nenhuma missão, é bem verdade, mas ver minha mãe entrando no quarto falando em alto e bom tom “Rouba o carro dele!!!”, definitivamente, não tem preço.

GTA para cá, GTA para lá, até que…tchan-tchan-tchantchantchan…chega à redação um SEDEX misterioso. Dentro, nada mais, nada menos, que The Warriors. Ah, desencanei de Los Santos, San Fierro e Las Venturas. Resolvi que deveria encarar as ruas violentas da Nova Iorque da década de 70. E não deu outra. O “politicamente incorreto” conjunto gangue + spray superou todas minhas expectativas. Explorei os becos da metrópole, enganei traficantes (depois de comprar o que quer que seja dos mocinhos, matava-os e pegava minha grana de volta) e fiz a “moral” dos camaradas na cidade.

O tempo passou, nada muito polêmico foi lançado e voltei, meio que sorrateiramente, aos jogos bonitinhos.

Estava feliz, confesso, mas precisava de algo transgressor, diferente e divertido. Mais uma vez, meio de sopetão, li as primeiras notícias de Bully. Uhu! Algo novo estava para nascer.

Especulações surgiram acerca do título, possíveis cancelamentos, proibições, polêmicas, até que…tchan-tchan-tchantchantchan de novo…surge das cinzas o vídeo e a data de lançamento do título. No game, um garoto-problema, daqueles que pentelham as meninas CDF na escola, causa tumultos no colégio onde estuda. Pode até parecer um tema clichê, mas depois de assistir ao trailer, minha vontade de conhecer mais a fundo o game e de poder, mesmo que virtualmente, voltar aos 15 anos cresceu descomunalmente.

Ué! Todos os jogos citados são da mesma publisher? RockStar rules!

Denis – O Pimentinha MODERNO ;p

Quem não tem banda, que compre um Guitar Hero

Postado por: | 02:40 11 de agosto de 2006

Aconteceu no último final de semana, no Expo Transamérica, em São Paulo, a primeira edição do Arena Gamer Experience, um dos maiores eventos de games da América Latina.

A feira, promovida pela Messe Frankfurt, deve acontecer ao longo dos próximos 15 anos (uau!) e pode trazer em primeiríssima mão para o Brasil Playstation 3 e Wii – já na edição de 2007.

O AGE, como ficou conhecido, foi bem bacana, mas francamente ficou abaixo das minhas expectativas (pelo menos no que se refere ao público).

Em contrapartida a proposta de misturar diversos entretenimentos em só espaço muito me agradou. Pela primeira vez jogos eletrônicos foram tratados como cultura de verdade.

Nenhuma novidade foi apresentada pelas grandes publishers, entretanto o boato sobre a remota (e bota remota nisso) aparição surpresa do Wii na feira deixou muito nintendista, literalmente, de cabelo em pé. Pena que o provável aconteceu e as especulações não passaram de meras…especulações.

No estande da Nintendo TVs exibiam o vídeo do mestre Miyamoto na coletiva de imprensa pré-E3 da multinacional japonesa, enquanto no estande do Arena Turbo rolavam entrevistas GENIAIS (a gente tem de vender o peixe, né?).

Mas o que mais chamou a atenção de quem desembolsou “30 pilas” para entrar no centro de exposições, certamente, foi o Guitar Hero. Exposto no estande da MTV e da Futuro Comunicação (editora das revistas Nintendo World, EGM Brasil e Super Dicas Playstation), o jogo foi capaz de exteriorizar o artista escondido que cada um tem dentro de si.

Confesso que não tive tempo de conhecer o “brinquedinho” durante a feira, mas corri para tentar entender o que de bom tem esse game. E descobri: tudo.

Mesmo sem saber um acorde, sentir um domínio qualquer sobre a música é simplesmente demais. Pirei!

No começo fiquei toda perdida (como de costume) e joguei no modo “easy”, mas duas músicas depois, ah, duas músicas depois eu já balançava a cabeça e me sentia uma integrante do Franz Ferdinand.

Foi uma pena usar o dual shock ao invés do maravilhoso joystick de guitarra. De qualquer forma, com ou sem o periférico, o game é divertidíssimo.

A mecânica é simples: um braço de guitarra é simulado e bolinhas coloridas vão surgindo (há quem diga que são acordes, mas como não entendo nada de música – só sei ouvi-las e não tocá-las -, prefiro chamá-las de conjunto de bolinhas coloridas). Para cada cor, um botão especifico (L1, L2, R1, R2, x) deve ser pressionado. O modo multiplayer é super bacana, mas somente no modo carreira é possível destravar uma infinidade de novas músicas.

Eu AMEI. Está triste, sem banda, se sentindo sozinho neste mundo e sonhando com a fama (rimou!!)? Bora jogar Guitar Hero!!!

“I love rock’n'roll
So put another dime in the jukebox, baby
I love rock n roll
So come an take your time an dance with me”

I love rock’n'roll – Joan Jett and The Blackhearts – uma das músicas de Guitar Hero


Hey! Ho! Let’s Go

Game animal

Postado por: | 19:59 28 de julho de 2006

A bicharada está solta. Além do lançamento “Os Sem-floresta”, chega em outubro para PCs e consoles o The Sims 2 Pets; o anúncio foi feito nesta semana pela Electronic Arts. No telão absurdamente gigante exposto no estande da EA durante a E3, um dos jogos que mais chamava a atenção era a expansão da simulação. Com bichinhos fofos e para lá de carismáticos, a multinacional deve repetir o sucesso da franquia, consagrada desde sua estréia, em 2000.

Se alguém duvidava do êxito dos pets nos games, Nintendogs foi, com certeza, o responsável pela brusca mudança de opinião. Depois de se consagrar com milhões de cópias vendidas em todo mundo e de fazer bonito em jornais e revistas “não especializadas” (grande mídia), o título da japonesa Nintendo mostrou que bichinhos virtuais podem ser tão carentes quanto animais de verdade.

Agora se o estilo “Tamagotchi” de ser não agrada alguns, a possibilidade de viver na pele de um cachorro pode empolgar outros. E esse é o meu caso. O Nintendogs é muito bacaninha, mas passar horas olhando para um bichinho que não se pode apertar é algo que me deixa meio “cabreira”.

Passei muito tempo querendo jogar “Dog’s Life”, título da Hip Games, lançado em setembro de 2004. Achava a sinopse interessante e os gráficos super simpáticos, mas sempre pensava: “Caramba, Renata, você já é uma mocinha muito grande para querer jogar isso, né?”.

Os anos passaram até que surgiu a oportunidade de conhecer “Jake”, o cão protagonista do game. No começo fiquei meio desconfiada, com o pé atrás, mas 10 minutos depois de começar percebi que o jogo é extremamente divertido.

E não vá pensando você que as missões são fáceis. Embora os gráficos façam referência a um jogo infantil, é preciso pensar e, algumas vezes, quebrar a cabeça para passar as fases.

A jogabilidade é ótima e a liberdade de exploração nos mapas fantástica. Os comandos são bem simples e respondem muito bem a ação. O bom humor do jogo é genial e faz do game um ótimo entretenimento para as segundas e quartas, quando a vontade de explodir tudo e todos impera.

Enfim, Dog’s Life comprovou o que eu desconfiava: ser um cachorro é animal! (hahaha).

Pessoal, esse é o Jake (uma graça, não?)

Preto e Branco

Postado por: | 21:19 17 de julho de 2006

Há algumas semanas a Sony tem se transformado em alvo de criticas. Depois da novela LocoRoco, game da empresa para PSP tido por alguns como um jogo racista (chegaram a citar que os inimigos faziam referência ao “Blackface”, figura comum no teatro popular musical dos Estados Unidos, no qual atores brancos pintavam o rosto com tinta preta e satirizavam danças da cultura negra), chegou a vez do portátil da multinacional gerar polêmica.

Agora as especulações giram em torno de uma campanha publicitária veiculada na Holanda para divulgar o modelo branco do PSP . No outdoor, exposto nas ruas de Amsterdã, uma mulher branca aparece segurando o rosto de uma mulher negra.

Para alguns a imagem traz claramente a mensagem de submissão, enquanto para outros a fotografia simplesmente destaca o contraste do branco no preto – ou vice-versa.

Em entrevista ao site Gamesindustry.biz, um porta-voz da Sony respondeu às criticas de maneira categórica; segundo ele, a campanha em nenhum momento teve – ou tem – a intenção de passar qualquer tipo de mensagem racista.

Não é o que acha a maioria dos usuários adeptos aos fóruns “web afora”. Pelo que pude perceber navegando por aí, muita gente não curtiu a campanha, julgando-a como apelativa etc e tal.

E o representante da Sony no Reino Unido é da mesma opinião: “Eu gostaria de afirmar que nós não veicularemos essa campanha no Reino Unido”, disse em entrevista ao site Gamesindustry.biz.

Eu, particularmente, acho tudo isso uma tremenda tempestade em copo d’água, embora concorde que é preciso muito bom senso na hora de criar uma campanha publicitária.

Imagino que no lugar dos publicitários faria algo diferente. Apesar de vivermos em um mundo “globalizado”, livre de “preconceitos”, lidar com questões raciais (e aí incluo todas as RAÇAS) ainda é algo muito delicado.

Acho que o assunto merece debate. Ficaria muito chateada se percebesse que, apesar da tecnologia de ponta e das ações de vanguarda, o mercado de games pudesse “eventualmente”, em uma rara possibilidade, demonstrar, mesmo que sutilmente, qualquer tipo de tendência racista.

Enfim, eu prefiro acreditar que tudo isso não passa de especulação barata. E você?


Polêmico outdoor

Imagem/crédito – Joystiq