Wolverine!!! Cadê você?

Postado por: | 21:15 5 de julho de 2006

Ah, impossível não soltar os cachorros neste post. Depois de passar alguns dias me lamentando por não conseguir sentar em frente ao videogame para jogar alguma coisa, me deparo com uma grande decepção.

E toda minha insatisfação tem nome: X-Men: The Official Game. Claro que não posso dizer que não fui avisada. Todos os reviews que havia lido até então falavam mal do título, mas cética que sou, preferi conferir com os próprios olhos.

As apresentações são lindas e remetem ao quadrinho, mas na hora do “vamos ver”, não há como ficar contente com o resultado.

O Wolverine, meu mutante preferido, parece mais um bonequinho animado. Os golpes, que sempre me agradam dada a violência com que são aplicados, estão “murchinhos, murchinhos”. Os combos são inúteis, o cenário não interage com o personagem (quase nada quebra) e a câmera é péssima e limitada.

Os únicos outros dois mutantes disponíveis são Homem de Gelo e Noturno. Tenho ressalvas pessoais quanto ao primeiro herói, mas confesso que jogar com Noturno está entre as poucas coisas legais do game. Embora seus golpes sejam ruins demais, o fato de poder brincar de esconder com seu poder de teletransporte é bem divertido.

Ah, e os inimigos! Colocar o homem das garras de ossos mais nervoso dos quadrinhos para enfrentar aqueles “chefinhos” – no sentido pejorativo da palavra – chega a ser um pecado contra a Marvel.

Enfim, depois de provar do “doce veneno” preciso afirmar que X-Men Legends é muito melhor. Não só pela gama de personagens, mas pela inteligência com que a história se desenrola.

Duvida? Respire fundo, peça paciência aos céus e gaste algumas horinhas em frente ao Playstation 2 jogando X-Men: The Official Game. Depois só não diga que deixei de avisar!

O Ministério dos games bacanas adverte: jogar X-Men: The Official Game por mais de 30 minutos pode causar gastrite nervosa, enjôo, dor de cabeça e mal estar. Se algumas horas após desligar o videogame os sintomas não passarem, sugiro que jogue We Love Katamari às pressas.

Fui!


O screenshot até que engana bem :-(

Dica: Nem só de games vive uma “gamer”. Conheçam o http://sampaist.com. O que é BOM precisa ser divulgado ;-)

Os caras

Postado por: | 19:27 26 de junho de 2006

Não pude evitar! O orgulho era tanto que foi impossível não publicar as fotinhos aqui.


Eu e Tetsuya Mizuguchi (Lumines e Meteos)


Esq. para a Dir. Jocelyn Auricchio, Hideo Kojima (Metal
Gear), Eu, Amigo “feliz” do Kojima e Bruno Vasone

Girl Power

Postado por: | 21:16 23 de junho de 2006

Seria uma falta de respeito deixar “passar batido” a edição número 50 da revista digital The Escapist. Fã assumida da publicação, confesso estar boquiaberta com a sutileza com que o assunto “mulheres e games” foi abordado nesta semana.

Requinte, criatividade e, acima de tudo, bom senso fizeram desta edição uma das minhas prediletas.

Textos escritos em primeira pessoa, argumentos geniais, desdobramentos incríveis e conclusões subentendidas são características comuns desta revista que coloca o jornalismo de games acima de qualquer suspeita.

Ao todo foram seis matérias geniais, todas falando da posição da mulher dentro desse misterioso mercado. Ora como profissionais, ora como jogadoras. A presença da figura feminina ganhou as páginas das mais diversas formas.

Você já parou para pensar na maneira como as mulheres são retratadas dentro dos jogos? E da sua atuação nas empresas que desenvolvem games? E dentro dos MMOs? São muitas vertentes a serem analisadas e discutidas.

Para algumas meninas o fato dos jogos serem, quase que em sua totalidade, direcionados ao público masculino pode não incomodar. Entretanto outras mulheres, com as quais compartilho a opinião, não concordam com a situação.

Assim como sou totalmente contra a “cultura da bunda”, na qual o que importa é ter um corpo escultural e um bom gingado – se é que entendem -, não me sinto confortável ao jogar um game onde mulheres só aparecem como coadjuvantes peitudas e gostosas.

Peraí, sejamos sensatos! Por que uma protagonista feminina não pode ser líder em uma missão? Os machistas dirão que temos uma “Lara Croft” (que cada dia ganha mais curvas e perde roupas), os sexistas dirão que meus argumentos são de uma nata feminista. Entretanto não dá para deixar passar despercebido o fato de personagens mulheres sempre aparecem como “dançarinas de axé” ou “mangá”. Porque quando não somos retratadas como gostosas, ganhamos cara de criança, e isso é bem verdade!

Enfim, fica aberta a discussão.

O que a indústria de games pode fazer para tornar-se mais próxima do público feminino?

“Free tampons in the ladies’ room? Yeah. I went there”, Julianne Greer, Editora Executiva da revista The Escapist.


Girl Power

Crédito / Foto: Reprodução – The Escapist

Revival da Nintendo

Postado por: | 21:59 14 de junho de 2006

Depois da tempestade vem a bonança, já dizia o antigo provérbio. E para a Nintendo não foi diferente.

Após perder mercado para a Sony e ser considerada por alguns como uma empresa de games ultrapassada, eis que surge o renascimento.

Com uma estrela no comando e idéias geniais na cabeça, a empresa japonesa deu a volta por cima e começou 2006 a todo o vapor.

O grande sucesso Nintendo DS, cuja segunda versão, o DS Lite, vendeu 136,500 unidades em apenas dois dias no Japão, se firmou como um produto de sucesso e colocou novamente o nome da multinacional na mídia.

New Super Mario Bros., game para o portátil, alcançou a marca dos 1,25 milhão de cópias em duas semanas e fez ressurgir dos enormes jardins de cogumelo o baixinho bigodudo mais simpático do mundo dos games.

Mas o mais genial é ver como Shigeru “sorridente” Miyamoto passou de ícone gamer para empresário de sucesso. A revista Exame, por exemplo, consagrou o designer como “Steven Spielberg” dos jogos eletrônicos.

Engraçado mesmo foi escutar de uma amiga que cursa Administração que o material, publicado recentemente no site da revista, foi utilizado como referência para um trabalho acadêmico.

E ele não fala inglês. Pelo menos foi o que me contou um amigo que já teve o prazer de conversar com a figura. Segundo o colega, Miyamoto sempre concede entrevistas acompanhado de um intérprete. Demais, não?

Quando recebi a notícia de que cobriria a E3 em Los Angeles a primeira coisa que veio a minha cabeça foi a interjeição: “C******, vou ver o Miyamoto de perto!!!!”. E olha que nunca fui “nintendista” ou qualquer coisa do gênero. Para se ter uma idéia, nem um DS eu tenho.

E chegou o grande dia. Depois de enfrentar um taxista tarado e chegar ao Kodak Theater chorando – essa é uma longa história -, consegui ver – não tão de perto – Miyamoto. Genteeeeeeeeeeeee, ele não é um holograma. O japa (com todo o respeito) é de carne e osso. Fantástico!!!

Tá, tá, tá! Na festa da Nintendo, na qual entrei graças a cara-de-pau de ótimos amigos (viva ao Viliegas!), pude ter certeza de que ELE era real. Quando vi um japonesinho feliz passando junto de seu inseparável amigo “leopardo” (outro dia reservo para o post as “fofocas” do mundo dos games), corri atrás e, como quem não quer nada, esbarrei em seu braço. Tudo bem que ele não respondeu nada que pudesse significar alguma coisa, mas o sorriso em troca do meu “I’m so sorry” valeu a aventura.

Deixando a empolgação “fangirl” de lado, o que é relevante para quem joga e para quem escreve sobre – meu caso – é que após alguns anos de estiagem, chegou a vez da Nintendo botar para quebrar.

Mesmo sem Wii (pelo menos até outubro), a multinacional japonesa vem fazendo uma bela campanha, acertando em cheio o mercado e mostrando para a concorrência que ousadia ainda pode funcionar como uma ótima arma de markleting.


Shigeru Miyamoto

Crédito/foto: Gamasutra

Verde e amarelo

Postado por: | 21:35 7 de junho de 2006

Sexta-feira começa oficialmente a Copa do Mundo, mas a grande surpresa é que nos games a festa já está rolando há algum tempo.

Tendo em vista a movimentação prevista para esta época, EA e Konami, produtoras de FIFA World Cup e World Soccer Winning Eleven 10, respectivamente, vêm fazendo um “auê” com suas simulações mundo afora desde o inicio do ano.

E o mais engraçado é reparar o favoritismo do Brasil nessas franquias. Em Winning Eleven 10, Zico, ex- jogador brasileiro e atual técnico da seleção japonesa, ganhou posição de rei e aparece na capa do jogo. Mas isso não é só. O ex-meia também é dono da frase em português “Uma jogada pode mudar o mundo” exibida logo no CG (apresentação) do game.

Outra evidência da influência tupiniquim na versão “virtual” do esporte inglês tornou-se óbvia para mim durante a E3. Na revista diária E3 DAILY, distribuída para todos os visitantes da feira, boa parte dos screenshots publicados de FIFA World Cup mostravam a seleção brasileira de alguma maneira.

É uma festa “verde amarelo” sem tamanho. No começo da semana foi divulgada uma nota sobre o jogo da EA na qual o país foi novamente citado. A publisher, utilizando sua engine, simulou uma Copa do Mundo e a final foi entre – adivinhem – Brasil e Republica Tcheca. A surpresa: os tchecos levaram a taça.

E a relação brasileiros e games de futebol não pára por aí. Enquanto a equipe de Parreira não entra em campo literalmente, os jogadores aproveitam para treinar – e de quebra, se divertir – com partidas virtuais.

Ontem a agência “CBF News” publicou uma notícia que falava exatamente sobre o momento de descontração da seleção. Na noite dessa terça-feira toda a equipe resolveu aliviar a tensão “pré-Copa” jogando FIFA (ou Winning Eleven?…tsc). De acordo com a nota, os organizadores do torneio foram o volante Emerson, um viciado em videogame, e o atacante Robinho.

Para alguns essa overdose verde amarela pode até encher o saco, mas para outros o momento não poderia ser mais propício. E falo isso com conhecimento – e estudo – de caso. Quando joguei pela primeira vez o Winning Eleven 10 escolhi, logo de cara, a seleção brasileira. A intenção, claro, era entrar no clima de um jeito ou de outro. E vejam bem: eu ODEIO futebol. Imaginem, agora, aquele cara cuja cueca é do Corinthians!

Anyway, enquanto o Brasil não entra, definitivamente, no mapa de negócios de gigantes multinacionais (entenda-se Sony e Nintendo) e publishers renomadas, vamos nos contentando com screenshots e participação ativa em engines “futebolísticas”. É pouco, concordo, mas melhor que nada, né?


A Copa do Mundo é deles, lá, lá, lá ;-)

Overdose de Xbox 360

Postado por: | 18:20 29 de maio de 2006

Na semana passada a redação do Arena iG parou para receber um ilustre convidado: o Xbox 360.

O console da Microsoft, amado por uns, odiado por outros, chegou para mudar a rotina e fazer com que todo o prédio fizesse questão de dar uma passadinha no 1º andar, onde fica alocada nossa equipe.

Embora muitos não acreditem, trabalhar com games não significa jogar o tempo todo, o que é uma pena, a meu ver. De qualquer forma fiz questão de reservar algumas horinhas extras para experimentar o brinquedinho.

Faltou tempo e sobrou empolgação. Para analisar de verdade a performance da máquina “testamos” alguns títulos; entre os jogos estavam Kameo: Elements of Power, Project Gotham Racing e Perfect Dark Zero, todos apresentados em novembro durante a EGS, feira de games realizada em São Paulo.

Felizmente já conhecia esses três títulos, graças a um convite da Editora Europa (Game Master, Dicas & Truques para Playstation) para um teste do 360 que aconteceu há alguns meses.

Para não perder tempo e aproveitar ao máximo a estadia do console, fui atrás de mais alguns jogos. Pedi encarecidamente para a equipe da Editora Futuro (EGM Brasil, Super Dicas Playstation) Fight Night Round 3, Call Of Duty 2, Need For Speed Most Wanted e Dear Or Alive 4. E claro, bonzinhos que são, os meninos emprestaram os títulos.

Confesso que desde a EGS, quando vi pela primeira vez o 360, fiquei meio arredia a novidade. Achei que a promessa era grande demais, tendo em vista o desempenho real do hardware. Mas como já aconteceu em outras situações, “queimei a língua”.

Os mais notáveis, na minha opinião, são Fight Night Round 3 e Need For Speed Most Wanted. Ambos os títulos provaram que o console está, sim, frente aos demais sistemas da atual geração.

O que mais me impressionou foi o titulo de boxe da Electronic Arts. Apesar de ter jogado a versão anterior, o Round 2 para Playstation 2, foi impossível não chegar perto da tela da TV para reparar os detalhes faciais e as marcas deixadas por Mohamed Ali em Evander Holyfield (detalhe: eu jogava com Mohamed Ali, é claro!).

Apesar da agradável surpresa, os três primeiros jogos que tive o prazer de conhecer, Kameo: Elements of Power, Project Gotham Racing e Perfect Dark Zero, continuaram com saldo negativo na minha avaliação. O modo multiplayer de PDZ é divertido, reconheço, mas pouco explora a capacidade real do sistema. Quanto ao Kameo, prefiro não comentar e evitar, dessa forma, que me mandem novamente para a cozinha;-)

Game Over!


Pobre botão analógico do joystick

Resumão

Postado por: | 21:33 19 de maio de 2006

Leia aqui TUDO (ou pelo menos o que deu para acompanhar) da décima segunda edição da E3.


Última imagem do Convention Center

Stan Lee e Robin Williams prestigiam E3

Postado por: | 16:55 17 de maio de 2006

Entre personalidades clichês de qualquer evento de games, como desenvolvedores de jogos e conhecidos designers, estão as grandes estrelas do show business. Este ano confirmaram presença a socialite Paris Hilton, o ator Robin Williams e o ícone “mor” dos quadrinhos Stan Lee, criador dos mutantes X-Men, Homem-Aranha e Incrível Hulk, entre outros heróis inesquecíveis.

Enquanto Paris Hilton animou o estande da Gameloft lançando seu game Diamond Quest para celular, Robin “Patch Adams” Williams aprontou suas peripécias ao lado de Will Wright, na apresentação de Spore.

Já Stan Lee mereceu lugar de honra. Entre tumultos e filas enormes, o pai do HQ distribuiu autógrafos enquanto “batizava” games baseados em heróis da Marvel.

No estande da Activion estavam expostos os títulos Ultimate Aliance e X-Men: The Official Game.


Stan Lee no estande do Ultimate Aliance

Wii, uma nova experiência a cada dia

Postado por: | 19:53 16 de maio de 2006

O Kodak Theater ficou pequeno para tanta gente. Durante a coletiva de imprensa, na qual a Nintendo anunciou suas novidades para 2006 e primeiro trimestre de 2007, o que não faltou foi emoção de ambas as partes. Enquanto Shigeru Miyamoto marcou o evento com sua fenomenal “apresentação” – quando utilizou o joystick do Wii para reger uma orquestra virtual-, os jornalistas presentes vibraram ao conhecer alguns títulos previstos para o novo console.

Entre os jogos anunciados estavam The Legend of Zelda: Twilight Princess, Metroid Prime 3: Corruption, Super Mario Galaxy, Final Fantasy Crystal Chronicles, Madden NFL 07 e Red Steel.

O DS não foi esquecido durante a coletiva, assim como seus números favoráveis em relação as vendas de 2005. Pokemon Mystery Dungeon: Blue Rescue Team e New Super Mario Bros. estão entre os jogos divulgados para a versão “Lite”.

A série “Wii Sports” foi outra novidade da nova plataforma. Miyamoto e outros representantes da Nintendo aproveitaram a press conference para mostrar um pouco da performance do videogame e sua capacidade de interação.

Durante todo o tempo o conceito “prover novas experiências todos os dias” era repetido das mais diversas formas pelos apresentadores.

Triste mesmo foi não poder “conhecer” o Wii de perto depois da coletiva. Diferente da Sony, que disponibilizou o PS3 após sua press conference, a Nintendo preferiu deixar para a E3 a chance de testar o videogame.


Wii Sports

PS3: o que esperar da nova geração?

Postado por: | 17:25

Nada de gráficos ultra-realistas e jogabilidade espetacular. Testar uma demo durante a E3 foi simplesmente decepcionante.

Após filas e doses extras de paciência consegui experimentar o “tal” console no West Hall, um dos principais setores do Convention Center, local onde foi realizada a E3. Após ser barrada na coletiva de imprensa da Sony (eu e mais 20 jornalistas de diversas partes do mundo) e ficar meio “cabreira” com a multinacional, fui ao estande da gigante japonesa sem ódio algum no coração e preparada para testar o “próximo grande console da nova geração”. Pena que a empolgação acabou no primeiro tiro.

Joguei Gundam: Mobile Suit, título da Namco, cuja demo estava disponível para todo e qualquer visitante. Apesar de saber que o “Playsyation 3″, literalmente, não estava exposto (a Sony improvisou servidores e joysticks), poder testar em primeira mão o videogame, irmão mais velho de meu amado PS2, foi incrível pela experiência, mas decepcionante pelo resultado.

As respostas aos comandos eram lentas, os gráficos nada impressionantes e a jogabilidade péssima. Por alguns minutos cheguei a esquecer que estava “experimentando” um PS3.

Sem a função “rumble” e com um sensor de movimento bastante fraco para a nova plataforma, o console provou a todos que terá muito a evoluir, seja no que diz respeito aos títulos (e suas respectivas primeiras impressões), seja no que diz respeito a suas novas features e experiências inéditas, jargão padrão da próxima geração.


Playstation 3